A cor que promete ser tendência em 2026 e já aparece em projetos
Queridinha de muitos e amplamente presente na moda, arquitetura e design, o azul volta para colorir os espaços em 2026. Do céu ao mar, o tom é conhecido por proporcionar tranquilidade e bem-estar ao mesmo tempo que garante vivacidade e alegria ao ambiente. Mas nada de tons claros ou pastéis: o azul em alta é marcado pela intensidade – como mostra a Cor do Ano da Coral, o Azul Puro, um tom vibrante que transmite calma e conexão.
“Em momentos de estresse global e na correria do dia a dia, usar o azul como destaque nos interiores, especialmente residenciais, é uma boa opção para criar um ambiente sereno e ainda quebrar a monotonia dos neutros”, opina Julia Coutinho, sócia do escritório CODA Arquitetura. “Esse tom permite transmitir a personalidade vivaz dos clientes, mas ao mesmo tempo traz tranquilidade e aconchego ao ambiente.”
Como combinar?
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Para quem gosta de combinações mais ousadas, Julia aconselha utilizar o azul com outras cores primárias – o vermelho e o amarelo. “O vermelho dos tijolos foi um contraponto que funcionou muito bem com a cor, somado ao cinza do concreto e outras cores neutras que fazem uma base para os artesanatos coloridos dos clientes”, explica a arquiteta sobre o projeto da foto acima. Por outro lado, os tons próximos ao azul no círculo cromático, como o verde, também geram boas combinações, assim como os neutros, como o cinza e o bege.
Quanto aos materiais, a combinação precisa ser pensada com base no resultado desejado. Para um ambiente aconchegante, madeira e fibras naturais são uma opção. Porém, o azul também conversa com materialidades mais modernas e industriais, como cimento queimado e concreto. “A mistura de texturas quentes, como a madeira, e neutra, como o concreto, podem trazer um bom contraponto e valorizar o azul”, completa.
Como usar sem receio?
Apesar de ser uma cor adorada pela maioria das pessoas, sua tonalidade intensa pode gerar medo no momento de introduzi-la em um ambiente. Se for o seu caso, Julia Coutinho recomenda: “Comece em ambientes e paredes menores, combinando com elementos neutros, e aos poucos vá misturando o azul com elementos de cor e texturas, para agregar bossa e personalidade.”
Outra ideia é utilizar a cor fora das paredes, apostando no mobiliário e em peças decorativas. “O azul pode aparecer tanto em pontos de destaque – como mobiliários, obras de arte e acessórios – em uma base neutra, quanto como protagonista, ocupando grandes superfícies e definindo o espaço”, afirma a arquiteta.
Agora que você já sabe como utilizar a cor em casa, veja 12 ambientes onde o azul ganha destaque. Inspire-se:
1) Azul intenso
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Neste ambiente assinado pelo arquiteto Ricardo Abreu, elementos clássicos, como as boiseries aplicadas nas paredes, convivem em harmonia com intervenções contemporâneas, como as pinturas geométricas que se estendem pelas paredes e tetos. O mobiliário de linhas modernas contrasta com o piso original de madeira, criando uma atmosfera rica em texturas e estilos. As cores vibrantes, em especial o azul intenso que domina o espaço, promovem uma sensação de continuidade visual e integração total entre as salas e a cozinha.
2) Base neutra
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A sala de estar deste apartamento, assinada pela arquiteta Barbara Dundes, ganhou personalidade com uma escada em chapa metálica azul — elemento que redefine o layout ao introduzir cor de maneira ousada e sofisticada ao ambiente. O contraste entre o tom vibrante e a base neutra do espaço garante equilíbrio, elegância e uma identidade marcante à composição.
3) Relaxamento à beira-mar
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Neste projeto de interiores assinado pela arquiteta Érica Salguero para uma casa de veraneio na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, a arquiteta traduziu o espírito carioca contemporâneo em um lar com clima de férias, idealizado para uma cliente paulista. O grande destaque é a paleta praiana — com branco, azul e madeira —, que reforça a sensação de acolhimento e descanso. Além disso, os detalhes em azul, presentes no mobiliário, enxoval e tapetes, remetem ao mar e reforçam o conceito de refúgio à beira d’água. Para completar, a varanda privativa abriga um spa com hidromassagem e bangalô, criando um espaço de relaxamento total.
4) Arte popular
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Assinado pelo escritório CODA Arquitetura, o apartamento Relicário foi projetado para receber um casal que retorna ao Brasil após décadas morando no exterior. Com o objetivo de ampliar o espaço social e refletir a personalidade marcante dos moradores, a decoração foi pautada na coleção de arte popular brasileira e latino-americana, exposta na área social. Nas paredes e na marcenaria, o azul intenso realça a delicadeza dos objetos e confere complexidade à composição, transmitindo a essência única e genuína dos moradores.
5) Toque moderno
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Para a reforma desta cozinha, o Atelier Paulo Tripoloni resolveu utilizar o azul para transmitir a personalidade moderna de seus moradores. Em contraponto ao tom presente nos laminados, acabamentos em madeira freijó e a bancada granito Branco Itaúna escovado garantem sofisticação ao ambiente. A cozinha fica completa com um toque especial: um backsplash composto por cerâmicas estampadas.
6) Toque de cor
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No living do Rancho da Montanha, refúgio sustentável idealizado por Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank a cerca de 124 km do Rio de Janeiro, a decoração acolhedora ganha toques de cor. Assinado pelo arquiteto Duda Porto, o espaço conta com amplas esquadrias que conectam o interior rústico à paisagem natural, um sofá modular em azul profundo e uma paleta repleta de tonalidades terrosas e materiais naturais.
7) Ar industrial
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Último ambiente a ser reformado nesta casa no bairro Cidade Jardim, em São Paulo, a cozinha de 28 m² ganhou estilo provençal com toques industriais e uma paleta marcante em tons de azul, preto e terrosos. Assinado pela arquiteta Tainá Binato, do escritório Casa Tauari, o projeto buscou criar uma atmosfera acolhedora, integrando o espaço ao exterior com portas de correr em alumínio preto e vidro. O azul aparece como protagonista no mobiliário feito sob medida, reforçando a elegância do ambiente desenhado para receber. A ilha central com bancada em quartzito Taj Mahal e o piso preto e branco com aplicação retrô completam a composição.
8) Contemporâneo e descontraído
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A arquiteta Letícia Bianchi assinou o projeto deste imóvel, lar de um casal e suas duas gatas. O objetivo era criar um refúgio acolhedor que unisse o estilo vintage ao moderno, resultando em uma casa colorida, alegre e cheia de aconchego. No lavabo, o papel de parede foi escolhido para harmonizar com o tom terroso dos azulejos e da cuba e o tom vibrante de azul na parede e no piso, resultando em um ambiente contemporâneo e descontraído.
9) Harmonia delicada
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O lar de Laura Neiva e Chay Suede é um verdadeiro mosaico de memórias materializadas em objetos, e o quarto do casal reflete essa essência. Projetada por Laura em parceria com os arquitetos Paulo Azevedo e Antonio Scarpa, a suíte exala personalidade, onde o azul se destaca em meio a estampas florais. O teto, revestido com um delicado tecido floral, combina tons de azul e bege de maneira harmoniosa. Para completar a atmosfera acolhedora, uma colcha azul adornada com detalhes florais reforça a estética do ambiente.
10) Elegância e conforto
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Pensado pelo escritório MSAC Arquitetura para um casal jovem que desejava um espaço amplo e acolhedor para receber amigos e familiares, este apartamento contemporâneo combina elegância urbana com conforto. A base neutra em tons de bege e cinza ganha vida com pontos estratégicos de azul, como o sofá em veludo profundo que se torna o protagonista do living — generoso, confortável e convidativo. A madeira nogueira, as fibras naturais e o paisagismo leve equilibram sofisticação e aconchego, enquanto o mobiliário de desenho orgânico completa a atmosfera refinada.
11) Respiro urbano
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O azul, frequentemente associado a casas de praia, ganha nova leitura neste projeto urbano de Marina Linhares. Aqui, ele aparece como cor de ritmo e estrutura, pontuando o mobiliário e reforçando a fluidez visual do espaço. É uma escolha que traz frescor e leveza, mas também precisão — um azul que não remete ao mar, e sim à ideia de respiro dentro da cidade. Em contraponto, as fibras naturais introduzem textura e materialidade: elas não aparecem como ornamento, mas como parte ativa da arquitet
expresso.arq com informações de Laura Raffs


