Nova paróquia em Brasília evoca o espírito de Oscar Niemeyer

Nova paróquia em Brasília evoca o espírito de Oscar Niemeyer — Foto: Joana Franca
Nova paróquia em Brasília evoca o espírito de Oscar Niemeyer — Foto: Joana Franca

Pensada para conversar com a paisagem urbana e natural de Brasília, a Paróquia da Sagrada Família evoca os espíritos de Oscar Niemeyer e Lúcio Costa, grandes nomes da arquitetura brasileira e responsáveis pelo projeto da capital.

Assinada pelos arquitetos Eder Alencar e André Velloso, da ARQBR Arquitetura e Urbanismo, e com co-autoria da arquiteta e urbanista Luciana Saboia, o espaço começou a ser construído em 2017, sendo concluído em 2022.

Com formas simples e puras, a Paróquia da Sagrada Família evoca a arquitetura moderna  — Foto: Joana Franca
Com formas simples e puras, a Paróquia da Sagrada Família evoca a arquitetura moderna — Foto: Joana Franca

Localizada às margens da Estrada Parque Indústria e Abastecimento, em Brasília, os primeiros esboços da igreja foram feitos por Eder Alencar em 2012, quando apresentou um estudo preliminar a convite da direção da Paróquia da Sagrada Família, que mais tarde promoveu um concurso e elegeu o projeto de Alencar como vencedor.

A construção é dividida em três edificações: a igreja, um anexo e a casa paroquial  — Foto: Joana Franca
A construção é dividida em três edificações: a igreja, um anexo e a casa paroquial — Foto: Joana Franca

“Aqui, temos uma influência muito forte da própria arquitetura da cidade, principalmente em como a paisagem participa da arquitetura como um elementos de composição.

Vemos muito isso em algumas obras do Oscar Niemeyer e é algo que está presente nas nossas reflexões. Então, buscamos traduzir isso nos nossos projetos”, explica o arquiteto Eder Alencar, da ARQBR Arquitetura e Urbanismo.

As claraboias permitem a entrada de luz natural, o que modifica o interior da igreja ao longo do dia  — Foto: Joana Franca
As claraboias permitem a entrada de luz natural, o que modifica o interior da igreja ao longo do dia — Foto: Joana

A construção é composta por três edificações: a igreja em si, um anexo, onde ficam salas de catequese e a parte administrativa, e a casa paroquial.

“Buscamos relacionar os conceitos de natureza, espiritualidade e comunidade no projeto, pois são dimensões que consideramos importantes quando falamos de arquitetura sacra”, comenta Alencar.

A capela subterrânea presente no edifício da igreja  — Foto: Joana Franca
A capela subterrânea presente no edifício da igreja — Foto: Joana Franca

Com formas puras e simples, o projeto da sede da Paróquia da Sagrada Família apresenta aspectos do modernismo.

A igreja possui um formato circular, que almeja criar uma ideia de união e acolhimento, além de aproximar os fiéis do altar.

Seu interior com paredes de madeira é cercado por claraboias, que trazem luz natural ao ambiente.

A Paróquia da Sagrada Família une conceitos relacionados a natureza, espiritualidade e comunidade  — Foto: Joana Franca
A Paróquia da Sagrada Família une conceitos relacionados a natureza, espiritualidade e comunidade — Foto: Joana Franca

Ainda, o edifício abriga uma capela subterrânea – ambos espaços são conectados ao longo e linear anexo, cuja fachada é sombreada por brise-soleil de concreto.

O projeto também se comunica com a paisagem natural através da horizontalidade, iluminação natural e elementos que permitem a contemplação da natureza.

“Ao mesmo tempo que sua arquitetura é um elemento novo, ela se coloca como uma continuidade da paisagem”, diz Alencar.

O espaço também foi construído para ser um refúgio sagrado para pessoas que precisam de um descanso da vida cotidiana  — Foto: Joana Franca
O espaço também foi construído para ser um refúgio sagrado para pessoas que precisam de um descanso da vida cotidiana — Foto: Joana Franca

A Paróquia da Sagrada Família também funciona como um abrigo para as pessoas ou viajantes que passam pelo local, servindo como um espaço de acolhimento e refúgio do dia a dia agitado.

“Relacionamos esses três elementos para criar uma atmosfera de natureza sagrada, onde as pessoas possam se conectar com essa dimensão”, destaca.

expresso.arq sobre artigo de Laura Raffs

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