Conheça cinco vantagens que o EPS traz para obras de pontes e viadutos

Utilização do poliestireno expandido como substituto dos aterros convencionais na cabeceira de pontes e viadutos oferece benefícios como redução de prazos e maior segurança.

Conheça outros:

1. RESISTÊNCIA

A resistência à compressão dos blocos atende aos níveis de carga de aterros rodoviários, sendo desprezível sua deformação nessas situações.

Isso acontece porque o poliestireno expandido é termoplástico e apresenta comportamento viscoelástico se submetido a carregamentos.

Ou seja, ao ser comprimido até certo nível, o EPS age de maneira elástica, retornando para sua espessura original quando cessada a força que provocava a deformação.

Caso o limite de compressão do material seja ultrapassado, ocorrerá a deformação permanente das células, que não se rompem.

Assim, é necessária atenção às características do EPS empregado nos aterros, já que, quanto maior for sua densidade, também aumentarão as resistências à compressão, ao cisalhamento e à flexão.

Para obras de geotecnia, a American Society for Testing and Materials (ASTM) indica que os blocos tenham densidade variando entre 12 kg/m³ e 46 kg/m³.

2. DURABILIDADE

Para garantir a elevada durabilidade do poliestireno expandido em intervenções de geotecnia, as peças devem ser protegidas por uma manta.

O cuidado se justifica pelo fato de o EPS ter suas características deterioradas quando em contato com hidrocarbonetos, como a gasolina.

Além da manta, deve ser obedecido o passo a passo de fixação dos blocos, de maneira a evitar a flutuação do material mediante a elevação do lençol freático.

Contribui ainda para elevar a durabilidade do EPS sua particularidade de não servir como meio de reprodução de fungos, bactérias ou insetos — mesmo quando está enterrado.

A Flom Bridge, localizada em Oslo, Noruega, foi o primeiro projeto no mundo onde o EPS preencheu os vazios no subsolo do terreno.

A construção data de 1972, e recentemente foram coletadas amostras do material para verificar possíveis alterações.

O estudo atestou que não ocorreram variações nas propriedades dos blocos, como sua densidade ou níveis de absorção de água.

O trabalho calculou que nenhum efeito negativo é esperado durante 100 anos.

3. SEGURANÇA

O EPS contribui ativamente na melhoria da estabilidade do conjunto formado pelo aterro e o solo mole, como também reduz riscos de rebaixamentos e rupturas.

A razão é simples: o geoexpandido (ou geofoam) tem em torno de 1% do peso do solo e menos de 10% do peso de outras opções empregadas no preenchimento de aterros.

Com isso, há redução na carga que será aplicada sobre as demais camadas do subsolo e outras estruturas localizadas no entorno da obra.

No mundo inteiro, foram documentadas somente cinco falhas em projetos de geotecnia com poliestireno expandido.

Dois desses problemas foram causados por inundações ou elevações no nível do lençol freático, com a água fazendo as peças de EPS flutuarem.

Os outros três erros foram motivados pela má execução do projeto, sendo que, em um deles, a soldagem de peças metálicas gerou faíscas que incendiaram os blocos que estavam armazenados.

4. AGILIDADE NA EXECUÇÃO

O uso do EPS reduz de maneira considerável o tempo necessário para realização da obra.

São diferentes os fatores que explicam essa abreviação no prazo, como a eliminação da necessidade de preparação do terreno, com a execução de grandes reforços do solo e fundações.

O material também é capaz de se ajustar a diferentes geometrias, o que, muitas vezes, colabora para diminuir o tamanho do próprio aterro.

O método de execução é outra característica que interfere na maior produtividade.

A rapidez na construção é bastante importante para obras rodoviárias, afinal, diminuirá o tempo que o tráfego de veículos será impactado.

De acordo com um trabalho de pesquisa na Holanda, cerca de 15% dos custos iniciais desse tipo de projeto estão diretamente relacionados com os desvios no trânsito.

5. CUSTOS

Como a obra será realizada de maneira mais rápida, haverá mitigação de alguns custos, como o aluguel de equipamentos, o combustível necessário para abastecê-los e a mão de obra contratada para operá-los.

A economia virá ainda da redução nos investimentos fundamentais para manter toda a infraestrutura do canteiro funcional por mais tempo.

O EPS também reduz a quantidade necessária de manutenções no pós-obra.

Analisando esses fatores, o poliestireno expandido oferece uma relação custo-benefício bem mais interessante do que as alternativas tradicionais.

EXEMPLOS NO BRASIL

Os blocos de EPS já estão sendo especificados em diferentes obras de geotecnia pelo país.

É o caso, por exemplo, do viaduto que funciona como principal acesso à cidade de Tubarão, em Santa Catarina.

Com 13 mil m³ de poliestireno expandido, essa é considerada a maior aplicação do material em obras de geotecnia em toda a América Latina.

A solução também foi utilizada na duplicação da BR-101 e no viaduto no Trevo do Caxambu, em Jundiaí (SP).

Assim como nos aterros, o EPS oferece vantagens para outras estruturas de pontes e viadutos, como ocorreu no trecho Norte do Rodoanel, em São Paulo.

Na obra, o poliestireno expandido fornecido pelo Grupo Isorecort foi usado no preenchimento dos pilares dos viadutos do Lote 6, localizado entre os municípios de Guarulhos e Arujá.

Esses pilares eram ocos e, quando montados, tinham medidas que restringiriam muito os espaços internos.

A utilização do EPS possibilitou a execução de maneira autoestruturada e com acesso externo.

expresso.arq sobre artigo de Vinícius Veloso

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