Tecidos para cortina: os principais tipos e como escolher o ideal para cada ambiente
As cortinas são fundamentais na decoração, trazendo aconchego e elegância aos cômodos. Segundo a arquiteta Gigi Gorenstein, o ideal é que elas sejam feitas de tecidos com alguma transparência, para permitir a passagem da luz.
“É importante entender o papel que a cortina desempenhará em cada ambiente, para que, além da estética, traga funcionalidade. Ela precisa também conversar com o restante da decoração, harmonizando cores, texturas e mobiliários”, comenta Angélica Diaciunas, especialista em cortinas da loja G2 Home.
Ao planejar o modelo do acessório, leve em conta o efeito que se pretende trazer. “Para áreas sociais o ideal é que elas sejam leves e translúcidas. Para áreas íntimas, usam-se cortinas com aparência mais aconchegante”, acrescenta a especialista.
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Outro ponto essencial é o tamanho da janela. O indicado é que a cortina vá do teto ao piso para alongar visualmente o cômodo e garantir harmonia estética. “O acessório deve arrastar no chão e ter tecido sobrando entre 10 e 20 centímetros de cada lado da janela”, indica Gigi.
As pregas também influenciam no caimento e no volume da cortina. Os principais modelos usados atualmente são: pregas macho, wave, americanas e franzidas (usadas em forros). “O volume médio é o ideal. A cortina muito volumosa fica pesada, e a pouco volumosa fica simples demais”, fala a arquiteta.
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Já a mistura de texturas e fios diferentes na mesma cortina cria um ponto focal, dando bossa ao espaço. Uma dica é buscar um profissional que possa indicar os tecidos e modelos mais adequados e fazer as medições exatas, fator muito importante para o acabamento.
Os principais tecidos de cortina
Voil
É uma das opções mais econômicas, traz um ar leve, transparente e delicado. Muito usado para filtrar a luz natural sem bloquear a visão externa. “Pode estar em salas, quartos e ambientes que desejamos suavidade e luminosidade”, aponta Angélica.
Linho
Tecido natural, o linho conta com toque rústico e sofisticado, geralmente mais pesado que o voil. Podem ser gazes, que são mais finas e delicadas, ou mais encorpados.
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Têm ótimo custo-benefício, assim como o algodão, e caem bem em quartos, escritórios e livings. “Costuma ser usado em espaços elegantes e modernos”, destaca a especialista.
Algodão
Muito leve, de toque macio e fácil de cuidar, o tecido conta com diferentes texturas e estampas. “Gostamos de sugerir para ambientes casuais, em que se busca conforto e sensação de aconchego, como livings, salas de jantar, quartos infantis e lugares descontraídos”, indica Angélica.
Seda
É luxuosa, brilhante e suave ao toque. É um tecido nobre, mas exige cuidados especiais. Usa-se em ambientes sofisticados, formais ou que exijam elegância, como salas de jantar, salas de estar formais e espaços de alta decoração.
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“Sedas naturais são normalmente usadas em ambientes mais clássicos. É de uso bem específico, pois custa mais caro que as demais”, diz Angélica.
Veludo
É um material encorpado, elegante e pesado, que tem acabamento texturizado e macio. Também tem custo mais algo do que linho, algodão e voil.
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“Indicamos para ambientes sofisticados e aconchegantes, proporcionando uma sensação de intimidade e sofisticação, como salas de estar e home theater”, fala Angélica.
Jacquard
Trata-se de um tecido com padrões mais elaborados e textura rica, geralmente mais pesado. “Usamos em ambientes que buscam sofisticação, combinando com estilos clássicos ou modernos”, afirma a especialista.
Chenille
É um tecido macio, com aparência de veludo, porém mais durável. Ideal para espaços que pedem conforto e resistência, mas com toque de suavidade, como salas de estar e quartos, especialmente quando há muita circulação de pessoas.
Poliéster
O tecido sintético é o mais acessível para a fabricação de cortinas. Além do menor custo, tem durabilidade muito maior do que tecidos naturais e pode ser lavado em casa. “O linho sintético está em alta por ser de fácil lavagem e com aspecto natural”, fala Gigi.
Renda
Comuns no passado, as cortinas de renda têm trama bem aberta e delicada, servindo mais de elemento decorativo do que para controle de luminosidade. Para bloquear a luz e oferecer privacidade, precisam vir com um forro.
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Oxford
O tecido macio, resistente e durável pode ser feito de algodão, poliéster ou mistura de ambos. Oferece um bom bloqueio de luz, proporcionando privacidade e controle da luminosidade. É muito usado para forros de cortinas.
Blackout
Trata-se de um tecido grosso e espesso, que bloqueia completamente a luz. É ideal para quartos, home theaters e locais que necessitam de total privacidade e escuridão.
“Hoje existem opções básicas, que devem compor com outro tecido decorativo na frente, e versões com alguma textura, que podem serem usadas sozinhas”, explica Angélica.
Como fazer a limpeza das cortinas
No dia a dia, as cortinas devem ser higienizadas com aspirador de pó com bocal escova. Outra opção é passar delicadamente um pano com produto neutro para remover eventuais sujeiras.
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A lavagem dependerá do ambiente em que ela está instalada. “Em locais mais fechados, o ideal é que seja feita anualmente. Em áreas abertas ou com maior incidência de pó, recomenda-se a cada seis meses”, detalha Angélica.
Tecidos sintéticos podem ir na máquina de lavar roupas caseira. Já os naturais devem passar pelo processo em uma lavanderia profissional.
expresso.arq com informações de Ana Sachs


