Selic pode chegar a 4,5% em 2021, segundo avaliações externas
Previsões apontam que a taxa básica de juros no Brasil pode chegar a 4,5% ao ano ainda em 2021, além de enxergarem uma alta na inflação.
A avaliação é da PIMCO, gestora americana especializada em renda fixa com US$ 2,2 trilhões sob gestão. Abaixo alguns pontos analisados pelos gestores da empresa para consolidar a previsão lançada.
Inflação global
Apesar dos seguidos estímulos do governo, a PIMCO acredita que a inflação nos Estados Unidos deve ficar na meta neste ano, em torno de 1,6%, aumentando para 2,1% e 2,4% nos anos seguintes. “Grande parte do dinheiro que o governo está entregando para as famílias está sendo poupado”, diz Oliveira. “Além disso, a indústria ainda tem muita capacidade ociosa, então não vão gastar, nem contratar, nem gerar inflação”, completa.
Juros no Brasil e emergente
“No Brasil, a situação é diferente. Nossa expectativa é fechar o ano com mais 200 a 300 pontos-base na Selic. O Brasil foi bastante agressivo no corte, agora deve começar a subir. Como casa global, a PIMCO pode investir em qualquer lugar do mundo, então outros emergentes, como o México, são mais atrativos”, diz o gestor.
“No Brasil o retorno é baixo e o risco alto. E agora, devido a anulação das condenações de Lula, o que gerou grande insegurança jurídica, aumentou mais ainda. Gostamos do Brasil e temos investimentos aqui, mas no valor relativo não é atrativo”, afirmaram fontes da empresa.
Inflação
“Não temos projeção, mas com a moeda fraca, alguns vetores contaminam a inflação, como é o caso do petróleo. Acreditamos que a inflação vai subir”.
Bond pickers
“A PIMCO investe em títulos de dívidas de empresas, mirando quatro pilares: fundamentos tradicionais, como capacidade de crescimento, fluxo de caixa; aspectos técnicos, como liquidez; valor relativo, ou seja, se existem ou não oportunidades melhores; e critérios ESG.”
“Já estamos começando a gostar de alguns dos setores que haviam sido muito prejudicados na pandemia. Com a aceleração das vacinas, setores como hotéis e cassinos, que haviam sido altamente impactados, começam a ficar atrativos. O mesmo vale para o setor financeiro, altamente impactado, mas que ainda não voltou para os valores anteriores à pandemia.”
Expresso.arq com informações de Renato Santiago


