A energia da sua casa oscila muito? Entenda o que pode ser!

Pequenas oscilações de energia em uma casa são normais, mas quando são muito frequentes ou perceptíveis, como luzes piscando ou aparelhos desligando, isso é um indicativo de problemas mais graves. Segundo o engenheiro eletricista Thiago Arnhold, isso pode ser tanto na rede da entrega da região quanto na instalação interna da construção.

“A Aneel – Agência Nacional de Energia Elétrica estabelece nos procedimentos de distribuição de energia elétrica no sistema elétrico nacional com limites para a qualidade da energia, como a variação de tensão e frequência. Se esses limites são ultrapassados, é um sinal claro de falha no fornecimento ou na instalação”, destaca.

Se o problema for da rede pública de energia, a correção do problema pode ser feita com um registro da ocorrência e solicitação de correções junto a concessionária local.

Fatores externos, como queda de árvores na fiação, acidentes com veículos em postes ou raios costumam ser alguns dos fatores que causam a queda ou instabilidade no fornecimento de energia em uma região.

Ficar sem energia elétrica impacta na vida dos moradores e pode ter causas externas ou internas do imóvel — Foto: Freepik/Creative Commons
Ficar sem energia elétrica impacta na vida dos moradores e pode ter causas externas ou internas do imóvel — Foto: Freepik/Creative Commons

A infraestrutura antiga, com redes elétricas públicas desgastadas ou mal dimensionadas pelas operações, além de sobrecargas, com o uso simultâneo de muitos equipamentos em uma área onde a infraestrutura não suporta a demanda, também podem ser os responsáveis pela interrupção do serviço em uma área da cidade.

“Solicite a visita técnica da concessionária local para uma análise da qualidade da energia fornecida e, assim, identificar problemas na tensão e frequência da rede”, orienta o engenheiro eletricista Juliano Gonçalves, diretor da divisão de cabos da Megger Brasil.

Mas se a questão for relativa à construção, o morador pode ter que fazer alguns ajustes em sua rede elétrica, em especial em imóveis mais antigos, que não estão preparados para acomodar tantos eletrônicos e eletrodomésticos.

“Cada equipamento consome energia, e quando ultrapassa a capacidade da rede, surgem oscilações e quedas. É importante verificar o dimensionamento dos dispositivos que compõem o circuito e as fiações para evitar sobrecargas”, afirma Thiago.

Segundo Juliano, uma das causas mais comuns dessas sobrecargas é o subdimensionamento dos disjuntores de proteção. “Ou seja, o número de eletrodomésticos no imóvel aumentou, mas o quadro elétrico e os seus cabos não foram atualizados para suportar essa nova demanda. Assim, sempre que esses equipamentos são ligados, o disjuntor desliga”, explica.

Em imóveis antigos, pode ser necessária uma reforma para atualizar a rede de energia — Foto: Freepik/bearfotos/Creative Commons
Em imóveis antigos, pode ser necessária uma reforma para atualizar a rede de energia — Foto: Freepik/bearfotos/Creative Commons

Outro agravante comum são os chamados “pontos quentes”, detalha o engenheiro. “Com o tempo, as conexões dos cabos nos quadros, como tomadas e interruptores, podem ficar folgadas, o que gera aquecimento no local. Com isso, os dispositivos de proteção desligam os eletrônicos como medida de segurança”, diz.

O que fazer para corrigir o problema

Para resolver os casos relativos à construção, a melhor solução é realizar uma reforma no imóvel para readequar as instalações elétricas. “Trocar apenas o disjuntor por um de maior capacidade pode resolver parte do problema, mas a proteção da rede elétrica continuará sendo negligenciada”, alerta Juliano.

Para garantir a proteção de eletrônicos sensíveis, como computadores, é importante usar estabilizadores, filtros eletromagnéticos, isoladores de energia ou no-breaks. Veja abaixo o que fazer para corrigir o problema:

  • Identifique a origem: contrate um profissional habilitado para verificar a instalação interna e, se necessário, solicite uma análise por meio de equipamentos específicos;
  • Instalar estabilizadores ou no-breaks: esses dispositivos ajudam a proteger aparelhos sensíveis e estabilizar níveis de tensão no circuito;
  • Aumentar a capacidade elétrica: em caso de sobrecarga, pode ser necessário o redimensionamento dos circuitos, substituindo os condutores, disjuntores ou tomadas;
  • Utilize DPS (Dispositivo de Proteção contra Surtos): são equipamentos projetados para detectar e desviar sobretensões transitórias na rede elétrica, como raios;
  • Abrir uma reclamação junto à concessionária: se o problema for da rede pública, registrar uma ocorrência e solicitar correções junto à concessionária.

Quais são os riscos

Contratar um profissional qualificado ajuda a identificar a origem das quedas de energia em sua casa — Foto: Freepik/master1305/Creative Commons
Contratar um profissional qualificado ajuda a identificar a origem das quedas de energia em sua casa — Foto: Freepik/master1305/Creative Commons

As oscilações podem queimar motores, danificar componentes eletrônicos e, principalmente, reduzir a vida útil dos aparelhos.

“Podemos identificar o problema na rede através do comportamento dos equipamentos durante o funcionamento e o histórico de queima. Contrate um profissional que faça uma análise para identificar todos os parâmetros que podem estar influenciando nas anomalias da sua rede elétrica”, aponta Thiago.

Além do risco de danificar aparelhos, as oscilações ou quedas de energia constantes podem causar curto-circuitos, oferecendo um risco potencial de incêndio; choques elétricos em instalações mal aterradas; e desconforto e perda de produtividade, com aparelhos que não têm a sua potência total sendo usada para a realização do trabalho.

“É essencial buscar um profissional habilitado no auxílio da solução o mais rápido possível, para garantir a segurança e o conforto de todos os moradores”, conclui Thiago.

expresso.arq com informações de Ana Sachs

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