Casa suspensa na natureza tem fechamento de vidro para apreciar as árvores
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O reboco branco nas paredes externas de alvenaria destaca a volumetria da casa de 500 m² projetada pelo escritório Tetro Arquitetura (@tetro.architecture) em condomínio com densa Mata Atlântica na cidade de Nova Lima, em Minas Gerais.
“O lugar é maravilhoso, com árvores de troncos longos, onde só é permitido desmatar 30% da área”, conta o arquiteto Carlos Maia, autor da obra com os sócios Débora Mendes e Igor Macedo.
“Após olharmos bastante para cima, o céu entre as copas das árvores a 20 m de altura, idealizamos a casa suspensa do solo com ângulos que se encaixam entre elas. Dessa forma, não precisamos retirar nenhuma árvore nem mexer na topografia do terreno de 5 mil m² com declive acentuado.”
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A construção de dois pavimentos com estrutura de concreto é elevada no terreno por pilotis.
“Os pilares de concreto foram colocados de forma aleatória para não danificar as raízes das árvores e foram pintados de preto para serem confundidos com os troncos, passando a sensação de que a casa flutua no meio da mata”, explica Carlos.
A garagem fica no nível da rua. Descendo uma escada, chega-se ao deque com piscina, onde uma passarela leva à entrada principal.
O living com cozinha integrada tem painéis deslizantes de vidro dos dois lados: na fachada frontal é voltada para o deque e, na dos fundos, para a varanda, que tem forma angulosa e fica a 11 m de altura em relação ao solo.
Um escritório faz a conexão entre a área social e as duas suítes criadas em pontas opostas do volume. Embaixo há um pavimento com outro home office e um quarto de hóspedes.
Para o casal de moradores viver ali em total harmonia com a natureza, os arquitetos instalaram tubos para a água da chuva descer da laje de cobertura e ser ouvido o barulho dela caindo embaixo da casa, onde foi projetado um jardim com espécies da Mata Atlântica, caminhos e bancos para a contemplação das árvores.
“Os clientes nem queriam colocar cercas no terreno para os animais silvestres continuarem andando por lá”, diz o arquiteto.
“Eles também gostam de contemplar o céu entre as copas das árvores no teto verde, feito em cima da casa para ampliar o conforto térmico nos interiores.” Chega-se lá a partir da garagem, andando pela laje de cobertura da passarela para o living.
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A laje do teto tem ainda duas dobras e aberturas com vidro, que o arquiteto chama de “orelhas”, para ser possível enxergar as copas das árvores mesmo de dentro da casa.
Uma fica em cima da cozinha e da sala de jantar, e a outra, do escritório que faz a transição para as suítes.
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“A casa tem bastante ventilação e entrada de luz, apesar de estar no meio da floresta”, afirma Carlos. “Colocamos lareira metálica na sala porque faz muito frio no inverno.”
Os arquitetos optaram por poucos acabamentos e escolheram os mais simples para valorizar a volumetria, criada com pontas de ângulos diferentes para acomodar a casa nos vazios da mata.
Na área social, o piso e o teto são as próprias lajes de concreto polidas. “Ao mesmo tempo que procuramos mimetizá-la com a natureza, fizemos as dobras no teto e usamos o reboco branco nas fachadas para a casa se destacar como um objeto que conversa com o lugar.
Após pronta, vimos a semelhança dela com a flor açucena branca”, conclui o arquiteto. “A surpresa e a novidade são valores inerentes à arte.”
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“Optamos por poucos acabamentos e materiais simples para valorizar as formas e a volumetria.
— Carlos Maia
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Os pilotis mimetizam com os troncos e estão em pontos que não danificam as raízes das árvores.
— Carlos Maia
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Com os vidros abertos, os ambientes viram varandas e ampliam a relação com os vazios da mata.
— Carlos Maia
expresso.arq com informações de Marilena Dêgelo


