Latam Airlines fecha 2025 com lucro recorde e reforça plano de ter aviões Embraer
A Latam Airlines encerrou 2025 consolidando um ciclo de crescimento rentável, apoiado em ganhos de eficiência, disciplina financeira e fortalecimento da proposta de valor.
O grupo registrou lucro líquido de US$ 1,46 bilhão no ano, alta de 49,4% em relação a 2024, e transportou 87,4 milhões de passageiros, mantendo a posição de maior grupo aéreo do hemisfério sul.
A receita operacional total somou US$ 14,49 bilhões, avanço de 11,2% na comparação anual.
Já o resultado operacional ajustado alcançou US$ 2,35 bilhões, com margem de 16,2%, expansão de 3,5 pontos percentuais frente ao ano anterior.
O EBITDAR ajustado atingiu US$ 4,09 bilhões, com margem de 28,2%, 4,4 pontos percentuais acima de 2024, sinalizando ganhos estruturais de eficiência e maior capacidade de captura de valor em um ambiente ainda volátil para o setor aéreo.
No quarto trimestre, a companhia manteve a trajetória positiva. As receitas operacionais chegaram a US$ 3,94 bilhões, impulsionadas pelo crescimento de 20,3% nas receitas de passageiros, especialmente nos segmentos premium.
O lucro líquido atribuível aos acionistas foi de US$ 484 milhões, aumento de 78,1% em relação ao quarto trimestre de 2024, reforçando a consistência dos resultados ao longo do ano.
Segundo Jerome Cadier, CEO da Latam Brasil, o desempenho é consequência direta de uma estratégia de longo prazo.
“Esse foco, ao longo dos últimos anos, gerou uma capacidade de investimento, uma melhoria de produto e do programa Latam Pass e um crescimento de malha, fortalecendo a posição que a gente tem aqui no mercado brasileiro”, afirmou o executivo, ao destacar a ênfase contínua em eficiência, qualidade do serviço e no mercado corporativo.
A companhia reafirmou o acordo com a Embraer para a compra de 24 jatos E195-E2, com início de entregas no segundo semestre de 2026, com potencial para adicionar até 74 aeronaves no total.
Esta é a primeira vez que a companhia opera aviões da fabricante brasileira, visando expandir a conectividade doméstica e regional com aeronaves mais eficientes e confortáveis.
Do ponto de vista financeiro, a estrutura de capital permaneceu robusta. Ao final de 2025, a Latam registrava liquidez de US$ 3,72 bilhões, equivalente a 25,7% das receitas dos últimos doze meses, e uma relação de endividamento líquido ajustado de 1,5 vez.
A geração de caixa superior a US$ 1,4 bilhão permitiu à companhia equilibrar retorno aos acionistas e solidez financeira, com US$ 585 milhões destinados à recompra de ações e US$ 693 milhões pagos em dividendos.
Na operação, o grupo aumentou a capacidade em 8,2% em relação a 2024 e transportou, em média, mais de 239 mil passageiros por dia ao longo do ano. No segmento de carga, as afiliadas superaram a marca de 1 milhão de toneladas transportadas, consolidando o Latam Cargo Group como o maior operador aéreo de cargas da região, reconhecimento reforçado pelo prêmio global Cargo Airline of the Year.
Os indicadores de pessoas e clientes também avançaram. O índice de clima organizacional atingiu 83 pontos, posicionando a companhia, pela primeira vez, no decil superior do benchmark global.
Já o NPS alcançou 54 pontos, o mais alto da história do grupo, refletindo investimentos em produto, conectividade e infraestrutura, como a inauguração do novo lounge em Lima e a renovação da experiência Premium Business.
O fortalecimento da proposta de valor se traduziu ainda em reconhecimentos internacionais, com a LATAM eleita pela sexta vez consecutiva como Melhor Companhia Aérea da América do Sul pela Skytrax e, pelo quarto ano seguido, como Five-Star Global Airline pela APEX.
Paralelamente, o programa Latam Pass ampliou sua base para 54 milhões de membros, após a entrada de 4 milhões de novos usuários em 2025.
Em sustentabilidade, o grupo manteve evolução consistente, sendo classificado pela S&P Global como a quinta companhia aérea com melhor desempenho em sustentabilidade no mundo.
O conjunto de resultados de 2025 indica, portanto, um reposicionamento mais robusto da Latam, que combina escala, eficiência financeira e diferenciação de produto para sustentar crescimento com maior previsibilidade no médio e longo prazo.
expresso.arq Hugo Cilio / Brazil/Economy


