O que Amazon, Facebook e Microsoft têm em comum?
Todas elas falharam na tentativa de entrar no mercado de smartphones.
E não foi falta de esforço, dinheiro ou tecnologia.
Basicamente, elas não conseguiram responder uma pergunta:
“O que o seu produto oferece de tão melhor, a ponto de me fazer migrar para a sua solução?”
Quando não há uma resposta óbvia para isso, risco de falhar é imenso.
Por exemplo: o que uma nova plataforma de vídeos deveria ter de tão extraordinário para fazer você deixar de usar o YouTube?
E o que faria você abandonar o Google como sistema de buscas?
Quando o Fire Phone da Amazon nasceu, em 2014, o iPhone da Apple era a grande referência.
Não havia motivo para que alguém fizesse a migração.
O HTC First, do Facebook, foi lançado um pouquinho antes, em 2013.
Deu tão errado que, mesmo sendo vendido a 99 centavos de dólar, por um período, não decolou.
Já o Lumia, da Microsoft, foi lançado em 2011, apesar do Windows Phone (sistema operacional) ter nascido 1 ano antes.
Claramente não funcionou, como seus colegas da Amazon e Facebook.
Muita gente fala “vou lançar o novo Google” ou “estou criando o novo Uber”.
Mas fazer o que eles já fazem é pouco.
É preciso fazer algo muito melhor e que entregue muito mais valor.
Depois que conhecemos o iPhone, da Apple, ficou fácil abandonar o Nokia e o BlackBerry.
Infelizmente as gigantes da tecnologia não conseguiram encontrar o “graal” que roubasse o coração dos consumidores.
Expresso.arq sobre artigo de Júnior Borneli


