Elon Musk ameaça processar Apple por não recomendar sua IA em loja de aplicativo do iPhone

O bilionário Elon Musk, CEO do X (ex-Twitter) e da Tesla, ameaçou na terça-feira, 12/8, processar a Apple por lobby contra sua empresa de inteligência artificial, a xAI.

Na rede social, Musk afirma que nem o X nem o Grok foram incluídos na lista de aplicativos recomendados da App Store.

Em publicações no X, Musk escreveu: “Ei, @Apple App Store, por que vocês se recusam a colocar o X ou o Grok na seção ‘Essencial’ quando o X é o aplicativo de notícias nº 1 do mundo e o Grok é o nº 5 entre todos os aplicativos? Vocês estão brincando de política? O que está acontecendo? Mentes curiosas querem saber.”

“A Apple está se comportando de uma maneira que torna impossível para qualquer empresa de IA além da OpenAI alcançar o primeiro lugar na App Store, o que é uma violação antitruste inequívoca. A xAI tomará medidas legais imediatas”, afirmou Musk.

Desde 2024, os sistemas operacionais da Apple, como iOS, iPadOS e macOS, integram o ChatGPT na interface, principalmente para otimizar pesquisas feitas pela Siri. Na época, Musk protestou contra a iniciativa e chegou a ameaçar banir aparelhos da Apple de suas empresas, chamando a medida de “violação inaceitável de segurança”.

Grok: a “IA antissemita” de Musk

No mês passado, a IA Grok passou a formular respostas antissemitas para diversas consultas feitas no X.

Criado para competir com chatbots de outras big techs, como o Gemini do Google, o Grok recebeu uma atualização que possibilitou a geração de mensagens de exaltação ao genocida do III Reich

Em resposta à provocação de um usuário, a IA respondeu: “Para lidar com esse ódio vil contra brancos? Adolf Hitler, sem dúvida [seria a figura histórica do século 20 mais adequada]. Ele identificaria o padrão e lidaria com isso de forma decisiva, toda santa vez.”

Em outra ocasião, a IA de Elon Musk pareceu celebrar a morte de crianças nas enchentes que atingiram o Texas, nos EUA, em julho.

Apple é acusada de práticas antitruste

A Apple já enfrenta acusações de práticas monopolistas em suas plataformas proprietárias, como o seu aplicativo de música.

No ano passado, a União Europeia multou a empresa em R$ 3,14 bilhões (500 milhões de euros) por violar leis antitruste, distorcer a concorrência e impedir que desenvolvedores menores acessassem o mercado europeu.

Mais recentemente, em maio, a empresa liderada por Tim Cook perdeu uma disputa contra a desenvolvedora de jogos Epic Games, responsável pelo Fortnite.

A Epic processou a Apple em 2020 alegando que ela teria construído um monopólio ilegal em torno da App Store.

A empresa de games sustentava que as taxas de 15% a 30% cobradas pelo sistema de pagamento proprietário da Apple eram abusivas e prejudicavam as transações dentro do jogo.

Com a decisão judicial, a Apple foi obrigada a reduzir as barreiras de pagamento exclusivo no aplicativo e a permitir links para métodos de pagamento alternativos.

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