Opções para aquecer ou resfriar a casa e economizar energia elétrica

Em um mundo cada vez mais rápido, mutável e complicado, o aumento do custo de vida será determinante para este ano de 2023. Por isso, surgirá a necessidade de adaptar a nossa forma de morar pensando, principalmente, no corte de gastos. Isso afetará o design de novos produtos e a construção de casas, criando um espaço propício para ideias inovadoras, que ajudarão a reduzir a conta de energia.

Na Europa, isso já é uma realidade. Com o racionamento de energia, a WGSN acompanha as soluções criadas para minimizar o uso de aquecedores. Há opções corporais portáteis em forma de ursos de pelúcia e fragrâncias para a casa que estimulam a sensação de calor. Essas criações apontam uma tendência que inverte a nossa maneira de pensar. Em vez de aquecermos a casa, buscaremos maneiras de nos aquecer.

No projeto do arquiteto João Panaggio, a cabeceira estofada de couro, o piso de madeira, o tapete e a manta aquecem o quarto — Foto: Denílson Machado / MCA Estúdio / Divulgação
No projeto do arquiteto João Panaggio, a cabeceira estofada de couro, o piso de madeira, o tapete e a manta aquecem o quarto — Foto: Denílson Machado / MCA Estúdio / Divulgação

Essa inversão serve para pensar como vamos nos refrescar sem o ar-condicionado no Brasil e fomenta uma das principais tendências previstas pela WGSN para o mercado de interiores neste ano: as mantas ou suéteres para o mobiliário – para a sua cadeira favorita, o sofá e até paredes e pisos.

Além da demanda física de aquecer os interiores, há também a sensação de conforto emocional com o uso de superfícies mais “fofas” e suaves. Em 2023, estaremos sentindo tudo simultaneamente – raiva, felicidade, desespero e amor –, e essas criações nos trarão o conforto necessário para criar um ambiente acolhedor, que nos abraça e acalma.

Ainda pensando na redução de gastos, neste ano, o uso da energia solar nas casas deve ser alavancado com a evolução nas tecnologias dos painéis solares. Bons exemplos são os painéis de vidro transparente da australiana ClearVue e o toldo feito com painéis coloridos apresentado na Dutch Design Week.

Razão pela qual acompanhamos o aumento do interesse do consumidor em relação à adoção da energia solar, com as hashtags #SolarPower no TikTok e no Instagram chegando a 862.6M e 1.4M de visualizações, respectivamente, e com dados do Censo de Moradia Quinto Andar mostrando que 73,5% dos brasileiros desejam ter energia solar nas suas casas.

No projeto do escritório Reinach Mendonça Arquitetos, as grandes aberturas de vidro favorecem o conforto térmico — Foto: André Scarpa / Divulgação
No projeto do escritório Reinach Mendonça Arquitetos, as grandes aberturas de vidro favorecem o conforto térmico — Foto: André Scarpa / Divulgação

Esse interesse pode ir além: a demanda pelo aproveitamento eficiente da luz solar, dos fluxos de ar, água e diversos outros recursos está na mente dos arquitetos e dos consumidores. Com isso, o uso de matéria natural, como a argila e a madeira, e técnicas mais antigas de construção, como o uso do cobogó, visto nas edições da CASACOR em 2022, são tendências em materiais para as casas nos próximos anos.

expresso.arq com informações de Hanne Lima

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