NASA e AI Space Factory desenvolvem estrutura lunar impressa em 3D

NASA e a AI Space Factory desenvolveram o LINA (Lunar Infrastructure Asset), um posto avançado impresso em 3D in situ para proteger os astronautas em suas missões críticas na Lua.

O projeto faz parte da Relevant Environment Additive Construction Technology (REACT), uma colaboração de vários anos para desenvolver tecnologias para construções na superfície lunar dentro do prazo da Missão Artemis: o retorno da humanidade à Lua.

O LINA é um passo para expandir a civilização ao satélite natural da Terra e explorá-lo de forma sustentável, minimizando o impacto humano.

© NASA/Frank Michaux

LINA pode variar de uma única estrutura a um aglomerado de unidades, tornando-se um posto avançado lunar mais significativo e sistêmico.

Com uma área útil de 75 m² (cada unidade) e uma área central de 90 m², espera-se que o espaço receba os astronautas enviados à Lua na próxima década.

Ele foi projetado com uma expectativa de vida de pelo menos 50 anos e protegerá os astronautas contra riscos como eventos de partículas solares, terremotos, impactos e condições criogênicas experimentadas durante a noite lunar.

A estrutura está localizada no Polo Sul Lunar, descrito como “O Pico da Luz Eterna”.

Lá, o sol é quase onipresente, ideal para a geração de energia solar, e acredita-se que as regiões baixas permanentemente sombreadas contenham água que pode apoiar as operações.

A estrutura incorpora três unidades separadas que compartilham um pátio comum e integram uma “árvore fotovoltaica” para capturar diretamente a energia solar.

A orientação do LINA fornece auto sombreamento, aproveitando assim as características topográficas da paisagem lunar para protegê-lo da radiação solar e cósmica letal.

LINA foi projetado para ser impresso em 3D com uma mistura de alto desempenho de regolito lunar nativo e polímero de origem terrestre.

Ao contrário das camadas 3D convencionais paralelas ao solo, o LINA é impresso em 3D em um ângulo de 60 graus para possibilitar a cobertura abobadada.

O resultado é uma concha ultrafina leve e otimizada, projetada para suportar uma sobrecarga de regolito de 2,7 metros de espessura protegendo contra a radiação e o ambiente lunar extremo.

© NASA/Frank Michaux

Thomas Lipscomb, engenheiro de materiais da NASA, está trabalhando em uma câmara à vácuo (GMRO) para testar a impressão 3D dentro dela, imitando as condições ambientais na Lua.

O teste faz parte do projeto Relevant Environment Additive Construction Technology (REACT), que deriva do anúncio de 2020 da NASA e sua parceria com a AI Space Factory – empresa de tecnologia de arquitetura e construção e vencedora do 3D Printed Habitat Challenge da NASA.

© NASA/Frank Michaux
© NASA/Frank Michaux

Lunar Infrastructure Asset representa um momento sem precedentes no renascimento da exploração espacial.

Junto com LINA,NASA está trabalhando no MARSHA, um inovador habitat para Marte impresso em 3D em colaboração com a AI Space Factory.

Usando “polímero marciano”, o protótipo foi um dos cinco finalistas em uma competição internacional para projetar e construir um habitat para uma tripulação de quatro astronautas em uma missão a Marte.

Outras propostas vieram do BIG em parceria com ICON e SEArch+ (Space Exploration Architecture) para apoiar a futura exploração da Lua.

Além disso, em 2017, o governo dos Emirados Árabes Unidos anunciou o lançamento do projeto Mars Science City, uma cidade para pesquisa de US$ 140 milhões (AED 500 milhões) que servirá como um “modelo viável e realista” para a simulação da ocupação humana na paisagem marciana.

expresso.arq sobre artigo de  Paula Cano | Traduzido por Camilla Ghisleni

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