Tive minha casa roubada, o que fazer agora?

Em média, sete casas foram roubadas ou furtadas por dia nos primeiros seis meses do ano em São Paulo, um total de 29.700 ocorrências no primeiro semestre de 2024. A informação é do Jornal da Record.

Além de bens como eletroeletrônicos, eletrodomésticos, joias, celulares, computadores, televisões, etc., os invasores costumam levar também fios de cobre da rede elétrica, visados no mercado ilegal.

Tais números assustam e podem levar os moradores a questionarem o que podem fazer caso se tornam vítimas de roubos ou furtos. Entrevistamos dois advogados para esclarecer tudo sobre o tema.

Qual é a diferença entre roubo e furto?

A maior diferença entre o roubo e o furto está no uso da violência ou grave ameaça — Foto: Unsplash / Maxim Hopman / Creative Commons
A maior diferença entre o roubo e o furto está no uso da violência ou grave ameaça — Foto: Unsplash / Maxim Hopman / Creative Commons

Em primeiro lugar, vale se atentar às diferenças entre os dois crimes. Segundo o advogado criminalista Rafael Vilhena, o roubo é a subtração de algo alheio com emprego de violência ou grave ameaça.

Um exemplo é quando alguém entra em uma casa munida de uma arma de fogo, ameaça o morador, pega um item que estava ao alcance e foge do local. “Já o furto ocorre sem violência ou grave ameaça”, explica.

A maior diferença entre os crimes está, portanto, no uso de violência. “[No furto], inclusive, muitas vezes a vítima sequer percebe o momento da subtração. Por exemplo: uma pessoa entra em uma casa, e, aproveitando-se que a porta estava aberta, pega uma bolsa que estava no sofá e foge do local”, diz advogada Nayane Ramalho.

Como agir em caso de roubo ou furto

Ao ser roubado ou identificar um furto, procure auxílio da polícia e registre um Boletim de Ocorrência — Foto: Freepik / tonodiaz / Creative Commons
Ao ser roubado ou identificar um furto, procure auxílio da polícia e registre um Boletim de Ocorrência — Foto: Freepik / tonodiaz / Creative Commons

Ao ser roubado ou notar que a casa foi furtada, o morador deve acionar imediatamente a polícia e registrar Boletim de Ocorrência (BO), que, em muitas cidades, pode ser feito pela internet. Além disso, em todo o território nacional, é possível contatar o 190, o número da Polícia Militar.

Em contatos com as autoridades policiais, solicite a instauração de um inquérito e forneça todas as provas que tenha do fato para que o órgão possa investigar e identificar o autor. “Anote e tente identificar todos os itens subtraídos, bloqueie cartões de crédito e liste documentos que possam ter sido subtraídos”, orienta Nayane.

“A mera declaração de que o fato ocorreu não basta para que a polícia investigue. É necessário apresentar as provas. Até uma testemunha que tenha ficado sabendo do fato pode servir como prova ou meio”, completa Rafael.

Como ocorrem as invasões às residências

É comum que invasores preparem emboscadas para oportunizar a invasão ou enganem as portarias, fingindo ser parte de uma empresa de serviços, por exemplo — Foto: Freepik / jcomp / Creative Commons
É comum que invasores preparem emboscadas para oportunizar a invasão ou enganem as portarias, fingindo ser parte de uma empresa de serviços, por exemplo — Foto: Freepik / jcomp / Creative Commons

Para invadir casas e apartamentos, os indivíduos normalmente se aproveitam de oportunidades, nas quais identificam potenciais descuidos ou facilidades de adentrar no imóvel.

“Em inúmeros casos, os criminosos fazem ‘emboscadas’ para criar a oportunidade. Por exemplo, quando se está abrindo o portão da garagem, é feita a abordagem para levar o carro ou mesmo para um sequestro”, explica Nayane.

Já em outros casos, os agentes usam roupas de empresas prestadoras de serviços de telefonia ou internet e acabam “enganando” as portarias.

Como proteger as casas de invasões

Para proteger a sua casa de invasões, invista em uma boa iluminação e mantenha atenção às redondezas ao se aproximar do local — Foto: Freepik / tonodiaz / Creative Commons
Para proteger a sua casa de invasões, invista em uma boa iluminação e mantenha atenção às redondezas ao se aproximar do local — Foto: Freepik / tonodiaz / Creative Commons

Para proteger a sua residência de possíveis invasões, a advogada orienta sempre ter atenção nas redondezas quando chegar em casa, modificar trajetos “comuns”, diminuir o tempo para entrar na residência, manter boa iluminação no local e conferir se portas e portões estão fechados.

Como tornar os condomínios mais seguros

Já para tornar os condomínios mais seguros contra roubos e furtos, vale, em primeiro lugar, conscientizar a todos os moradores e demais usuários sobre a importância de ter cuidado ao autorizar a entrada de entregadores, visitantes e prestadores de serviços.

“Sempre que possível, receba as encomendas na portaria e não abra a porta para estranhos, pois o maior fator de risco para a segurança do condomínio é a falha humana”, acrescenta Nayane.

expresso.arq com informações de Yara Guerra

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