5 maneiras de adaptar os pets à rotina com a chegada de bebê em casa

A chegada de um bebê em casa é, sem dúvidas, uma alegria para a família. Mas os tutores de pet precisam ficar atentos para que o animal também se adapte à introdução desta nova companhia e não tenha os seus cuidados supridos.

“Caso o pet não seja acostumado a conviver com bebês, ele pode estranhar a maioria dos estímulos relacionados a ele, como o som do choro, o timbre da voz, o cheiro, etc., que são muito diferentes dos de uma pessoa adulta”, explica Marina Meireles, veterinária comportamentalista no Nouvet, centro veterinário de São Paulo.

Além disso, com a chegada do bebê, a rotina de toda a família tende a mudar, o que pode causar um estranhamento e estresse no pet. Como reação, o animal pode parar de comer ou se alimentar menos, fazer as necessidades no local errado, vocalizar mais, dormir menos e passar a apresentar comportamentos novos – como agressividade, guarda de recursos ou marcação urinária.

Para evitar tais alterações comportamentais e maiores problemas, reunimos aqui algumas dicas que ajudarão no processo de adaptação!

1. Apresente o bebê e as novidades ao pet

Uma das formas de amenizar o impacto da chegada do bebê é acostumar o animal à sua presença, sempre com cuidado, para garantir a segurança de ambos — Foto: Unsplash / Ryan Stone / Creative Commons
Uma das formas de amenizar o impacto da chegada do bebê é acostumar o animal à sua presença, sempre com cuidado, para garantir a segurança de ambos — Foto: Unsplash / Ryan Stone / Creative Commons

Antes mesmo do bebê chegar, vale apresentar o pet ao quarto, aos móveis e brinquedos do recém-nascido para que o animal vá se acostumando com aquelas novas informações e estímulos.

Também é interessante habituá-lo ao choro – que será frequente nos primeiros meses de vida – e, para isso, é possível usar áudios prontos na internet, por exemplo.

Quando a criança chegar, promova interações naturais entre ela e o bicho, aumentando o tempo gradualmente e permitindo contato visual, mas sem toque direto, para garantir a segurança.

Mas nunca force interações que deixem o pet desconfortável, como pegá-lo no colo e forçar a aproximação. “Isso pode criar uma emoção negativa no pet associada à criança, podendo gerar comportamentos agressivos”, afirma a médica-veterinária.

2. Aposte no adestramento

Treinar o animal desde antes da chegada da criança pode facilitar a adaptação quando o beber chegar em casa — Foto: Unsplash / Chewy / Creative Commons
Treinar o animal desde antes da chegada da criança pode facilitar a adaptação quando o beber chegar em casa — Foto: Unsplash / Chewy / Creative Commons

Segundo Marina, o ideal é que sejam feitos treinamentos para que o animal possa lidar melhor com os estímulos que a chegada de um bebê traz, antes mesmo do nascimento da criança.

“O ideal é que o pet passe por um acompanhamento com um médico-veterinário comportamentalista desde o início da gravidez, para que a família tenha um suporte e possa adaptar o pet à nova rotina antes da chegada do bebê, prevenindo problemas comportamentais”, afirma.

3. Invista em enriquecimento ambiental

O enriquecimento ambiental é outra saída para reduzir o estresse no período de adaptação à chegada do bebê — Foto: Unsplash / Alexandr Rusnac / Creative Commons
O enriquecimento ambiental é outra saída para reduzir o estresse no período de adaptação à chegada do bebê — Foto: Unsplash / Alexandr Rusnac / Creative Commons

Os tutores também podem contar com a ajuda de brinquedos interativos e atividades que ajudem a enriquecer a rotina do pet, aumentando seu nível de bem-estar e ajudando-o a lidar melhor com o estresse.

“Atualmente há vários brinquedos que estimulam também o enriquecimento olfativo e visual. Podemos trocar esses itens – por exemplo, se hoje eu coloco três brinquedinhos, daqui a quatro dias posso trocá-los por três outros para o pet achar que são novos”, orienta Paula Vasconcelos, médica-veterinária mestra em Etologia e bem-estar animal.

Para diminuir o estresse, o tutor também pode apostar em feromônios ou produtos com triptofano na composição, que promove bem-estar.

4. Fortaleça a relação

Não esqueça de destinar atenção ao animal ainda que esteja muito ocupado com os cuidados com o bebê. Do contrário, a confiança pode se quebrar e o relacionamento se fragilizar — Foto: Unsplash / Mikhail Mamaev / Creative Commons
Não esqueça de destinar atenção ao animal ainda que esteja muito ocupado com os cuidados com o bebê. Do contrário, a confiança pode se quebrar e o relacionamento se fragilizar — Foto: Unsplash / Mikhail Mamaev / Creative Commons

É comum que os pais fiquem bastante ocupados com os cuidados dedicados ao bebê, mas é de extrema importância que o pet não seja escanteado. Busque encontrar tempo para destinar atenção a ele através de conversas, carinhos, passeios e brincadeiras para que a confiança se mantenha estabilizada.

5. Busque ajuda profissional

A qualquer alteração comportamental que denuncie que algo não está bem com o animal, busque ajuda veterinária — Foto: Pexels / Tima Miroshnichenko / Creative Commons
A qualquer alteração comportamental que denuncie que algo não está bem com o animal, busque ajuda veterinária — Foto: Pexels / Tima Miroshnichenko / Creative Commons

Qualquer alteração no sono, alimentação ou comportamentos é um alerta importante de que algo não vai bem, e o tutor deve procurar ajuda profissional.

“Busque ajuda médica-veterinária, de um comportamentalista ou de um psicólogo-veterinário quando os problemas começarem a ser muito graves. Por exemplo, se o animal se tornar muito agressivo, é hora de intervir”, diz Paula.

expresso.arq com informações de Yara Guerra

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