Iates brasileiros em alta: empresa catarinense compra a italiana Sessa

Foi um movimento inédito. Pela primeira vez um estaleiro brasileiro comprou uma empresa global do segmento náutico. Com investimento de até 100 milhões de reais nos próximos anos, o grupo catarinense Intech Boating acaba de anunciar a aquisição da italiana Sessa Marine International.
A negociação foi oficialmente consolidada durante o 24º Rio Boat Show, o maior evento outdoor do segmento na América Latina, que terminou dia 7 de maio.
De acordo com José Antonio Galizio Neto, presidente do grupo, a aquisição fortalecerá o mercado náutico nacional com a produção e desenvolvimento de uma marca reconhecida pela qualidade, design e inovação de seus projetos.
Para o sócio Guillermo Arturo Vieira, a aquisição marca um novo momento no mercado, no qual o pensamento será global, do Brasil para o mundo, e com todos os desafios internos que isso significa.
Iates de 7 milhões de reais
O grupo Intech Boating foi formado em 2007, em São José, na Grande Florianópolis, inicialmente para fabricar embarcações de uso profissional, como patrulhamento.
Dois anos depois começou a fazer barcos par a lazer, até que em 2010 a empresa assinou um acordo com a Sessa Internacional para instalar uma linha de produção no Brasil no município de Palhoça, em Santa Catarina.
Considerado um dos estaleiros de maior prestígio no mundo e em atuação desde 1958, a italiana Sessa Marine International é uma das empresas líderes na Europa no setor de embarcações, produzindo embarcações entre 20 e 70 pés.
Ente as embarcações atualmente produzidas em Santa Catarina estão a Sessa F48, no valor de 7,3 milhões de reais, e a Sessa C44, com preço de 4.9 milhões de reais.
Da parceria entre as empresas brasileira e italiana nasceu a Sessa Marine Brasil. Nesse novo momento, com controle da Intech Boating, chega agora ao grupo o empresário Guilherme Marco de Lima.
“Nossa expectativa é aumentar ainda mais o protagonismo da marca Sessa Marine no mercado mundial”, diz.
Para Vanderlei Palhano, também sócio investidor, esta é uma oportunidade de posicionar a marca em mercados ainda não desbravados, como os Estados Unidos, por exemplo. Com o selo Made in Santa Catarina.
expresso.arq com informações de Ivan Padilla


