Quais as vantagens e as desvantagens de investir em imóveis para renda?

Uma das formas mais tradicionais de acumular patrimônio para viver de renda no Brasil é investir em imóveis, com o objetivo de ganhar com o aluguel.

É assim que muitas pessoas planejam, por exemplo, se aposentar.

Mas será que vale a pena?

Uma avaliação sobre as vantagens e desvantagens de ter imóveis para geração de renda faz mais sentido quando essa alternativa é comparada com outras opções de investimentos.

E uma das mais óbvias são os fundos imobiliários negociados na B3, espécie de “condomínios” de investidores, que reúnem seus recursos para aplicar em conjunto no mercado imobiliário.

A dinâmica mais tradicional é que o dinheiro seja usado na construção ou na aquisição de imóveis, depois locados ou arrendados.

Os ganhos – ou dividendos – são divididos entre os participantes, na proporção em que cada um aplicou.

Entre comprar imóveis ou investir em fundos imobiliários, existem algumas diferenças que devem ser consideradas.

Se você, por exemplo:

♦ gosta da sensação de possuir um imóvel físico;
♦ está disposto a lidar diretamente com inquilinos;
♦ não gosta do ambiente de bolsa de valores;
♦ acha que há oportunidades em algum mercado específico não coberto pelos fundos imobiliários;
♦ a compra de imóveis físicos pode ser uma boa pedida.

Já se, por outro lado, você:

♦ gosta do setor imobiliário, mas tem um valor limitado para investir;
♦ tem pouco tempo para dedicar à administração direta de uma carteira de imóveis;
♦ não se sente seguro para analisar e escolher imóveis para investir;
♦ quer investir em outros ativos financeiros do setor imobiliário, além dos próprios imóveis;
♦ talvez os fundos imobiliários sejam a sua melhor opção.

Por isso, 90% dos fundos imobiliários que compõem o IFIX – índice que reúne os FIIs mais negociados na Bolsa – ofereceram retorno com dividendos superior ao rendimento médio obtido diretamente com a locação de imóveis em 2021.

O retorno com aluguel de imóveis residenciais em 2021 ficou em 4,66% ao ano – ou 0,39% ao mês – na média nacional calculada no índice FipeZap.

O indicador considera os dados de 25 cidades.

A métrica toma como base a relação entre os preços médios de locação e de venda dos imóveis e mede a rentabilidade do investidor que opta por adquirir um imóvel com a finalidade de obter renda com aluguel.

Enquanto isso, dos 103 fundos imobiliários que faziam parte do IFIX no ano passado, 92 tiveram retorno com dividendos acima do retorno com locação de imóveis, variando de 4,70% até 18,9% ao ano.

expresso.arq sobre artigo de Marina Segala

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