Como a Renascença influenciou a arquitetura
Após um período prolongado de escassez cultural e intelectual conhecido como Idade das Trevas, a Europa precisava urgentemente de um renascimento.
Um desejo crescente de estudar e imitar a própria natureza começou a surgir, com uma vontade descobrir e explorar o mundo.
Entre 1400-1600, a Europa testemunhou um renascimento das belas artes, da pintura, da escultura e da arquitetura.
Antes do alvorecer do Renascimento, a Europa era dominada pela arquitetura gótica, ornamentada e assimétrica.
O período inaugurou uma nova era da arquitetura após uma fase da arte gótica, com o surgimento do “Humanismo”.
A ideia de dar muita importância à essência do individualismo e minimizar os temas religiosos.
O efeito do Humanismo incluiu o surgimento da figura individual, maior realismo e atenção aos detalhes.
A Florença do século XV viveu, então, um período de grande prosperidade e marcou o início do estilo renascentista na arquitetura.
Aqui começou o renascimento, de fato, com o incentivo dos Médici que queriam conscientemente reviver uma era de ouro, iniciando um fascínio pelas artes e pelo aprendizado clássico.
De Florença, sua influência se espalhou para o resto da Itália e depois para a Europa Ocidental.

O renascimento desse aprendizado clássico buscou a influência dos edifícios simétricos e de proporções geométricas da Roma e da Grécia clássicas. Características predominantemente arquitetônicas como colunas, arcos plenos, arranjos das colunas, vergas e cúpulas.

Fillippo Brunelleschi (1377-1446) é considerado o arquiteto símbolo do renascimento e projetou a cúpula do primeiro edifício deste período: a Catthedrale di Santa Maria del Fiore (catedral de Florença).
A catedral permaneceu inacabada por dois séculos, até que Brunelleschi projetou a maior cúpula de alvenaria do mundo, financiado pelos Medici.
Os elementos góticos da catedral foram mantidos e a solução apresentada por Brunelleschi tem influência das grandes cúpulas da Roma Antiga, como a do Panteão.


Construída sem o uso de cimbramento ou de andaimes, a cúpula representa uma compreensão das leis da matemática e da física em seu design.
Brunelleschi Brunelleschi propôs a construção de duas cúpulas, uma cúpula interna com pedra horizontal e aros de corrente, reforçando a cúpula octogonal em camadas acima.
Além disso, Brunelleschi iniciou um novo padrão de espinha de peixe que permitiu que a alvenaria se auto reforçasse enquanto era colocada.
Uma cúpula dessa magnitude e técnica nunca havia sido realizada antes e ainda é considerada uma conquista significativa de engenharia.” target=”_blank”>propôs a construção de duas cúpulas, uma cúpula interna com pedras na horizontal e aros que reforçam a cúpula octogonal da camada de cima.
Além disso, Brunelleschi propôs a construção de duas cúpulas: uma cúpula interna com pedra horizontal e aros de corrente, reforçando a cúpula octogonal em camadas acima.
Além disso, Brunelleschi iniciou um novo padrão de espinha de peixe que permitiu que a alvenaria se auto reforçasse enquanto era colocada.
Uma cúpula dessa magnitude e técnica nunca havia sido realizada antes e ainda é considerada uma conquista significativa de engenharia., conhecida como “target blank”, ou padrão de espinha de peixe, que permitiu que a alvenaria se auto suportasse enquanto era erguida.
Uma cúpula dessa magnitude e técnica nunca havia sido construída antes e ainda é considerada um marco na história da engenharia.

Outra peça chave no desenvolvimento da arquitetura renascentista foi Leon Battista Alberti (1402-1472), teórico e projetista humanista, cujo livro sobre arquitetura ‘De re Aedificatoria’ foi o primeiro trabalho formal arquitetônico escrito do renascimento.
Sua obra inclui o Palazzo Rucellai e a fachada da igreja de Santa Maria Novella na Florença do século XV, ambos fortemente influenciados pela arquitetura dos antigos e correspondiam à nova visão individualista do homem.

O Palazzo Rucellai (1446-51) contempla as características da arquitetura renascentista, fazendo uso de pilastras e entablamentos proporcionais entre si e seguindo as ordens clássicas.
A incorporação de diferentes ordens clássicas cria um efeito semelhante ao do Coliseu, a estrutura das obras renascentistas tornam-se mais elegantes que as de aspecto de forte militar, usadas até então.

Os arquitetos durante esse período foram influenciados pelas ordens romanas de colunas: as toscanas, jônicas, coríntias, compósitas e dóricas.
Essas ordens eram estruturais ou decorativas, usadas como um sistema integrado. A cúpula também se tornou popular após o sucesso do Brunelleschi, um recurso muito raro durante a Idade Média.
Após sua construção, Donato Bramante projetou a Basílica de São Pedro em Roma e o recurso se tornou um elemento indispensável na arquitetura das igrejas renascentistas, permanecendo popular na transição para o período barroco.

A essência do individualismo foi criada, expressando o interesse em criar interiores espaçosos e bem iluminados, refletindo a filosofia do Humanismo.
A chegada da tecnologia da impressão colocou a teoria arquitetônica no centro das atenções.
A arquitetura não era mais apenas prática; era assunto para discussão teórica não apenas por arquitetos, mas pelos patronos, agora. Andrea Palladio (1508-1580) publicou ‘l Quattro Libri Dell’architetura’ em 1570 (traduzido como Os Quatro Livros da Arquitetura).
Muitos acreditam que a distribuição desta impressão foi responsável por espalhar as ideias do Renascimento por toda a Europa.

O surgimento do renascimento em Florença, na Itália, ecoou por toda a Europa Ocidental, passando a existir na Inglaterra, Boêmia, Espanha, Portugal, Hungria etc.
Suas próprias variantes se materializaram a partir de elementos de estilos góticos.
O renascimento revolucionou a forma como a arquitetura era percebida, como uma arte e ciência que deveria ser estudada através da teoria arquitetônica.
A arquitetura tornou-se mais cativada pelo design feito para o usuário, em vez de apenas para fins simbólicos ou religiosos.
A ascensão do Humanismo mudou nossa forma de projetar e continua a influenciar projetos até hoje.
expresso.arq sobre artigo de Ildikó Leete | Traduzido por Walter Gagliardi


