As 10 melhores dicas para montar um quarto de criança prático e seguro

É preciso atenção à combinação de cores no quarto infantil para não pesar. Projeto da arquiteta Karen Pisacane
É preciso atenção à combinação de cores no quarto infantil para não pesar. Projeto da arquiteta Karen Pisacane Karen Pisacane / Divulgação

O quarto das crianças é um “mini mundo” de brincadeiras, aventuras, descobertas e também de descanso e relaxamento.

Para adequar todos esses usos, ele deve ter um equilíbrio entre praticidade e ludicidade, entre estímulo e tranquilidade.

Além, é claro, de ser seguro para os pequenos circularem ser medo e sem acidentes indesejados.

1. Atenção a idade

Conforme as arquitetas Caroline Monti e Amanda Cristina, do escritório Evertec Arquitetura, é importante se atentar à idade das crianças e ao que elas precisam em cada fase. Até os 2 anos, o quarto precisa trazer uma sensação de conforto, tranquilidade e uma paleta de cores mais suave.

“Em quartos de bebê, gostamos de trazer aconchego e tranquilidade. A partir do momento que a criança começa a ter autonomia para brincar, trabalhamos com o lúdico e itens que estimulem a criatividade”, fala Caroline.

Os brinquedos devem passar por um rodízio, evitando deixar todos expostos. Projeto da Evertec Arquitetura — Foto:  Henry Lopes / Divulgação
Os brinquedos devem passar por um rodízio, evitando deixar todos expostos. Projeto da Evertec Arquitetura — Foto: Henry Lopes / Divulgação

“Para essa fase, podemos montar uma parede de lousa e papéis para desenhar. O ideal é que a decoração traga autonomia para que a criança pegue seus próprios brinquedos e, inclusive, incentive a guardá-los”, continua Amanda.

2. O melhor estilo

Além das crianças, é preciso entender o estilo da família e trazer um pouco disso para a decoração do espaço dos pequenos.

“O estilo de quartos montessorianos está bastante em alta, mas muitas pessoas também gostam da ideia de um cômodo mais moderno e lúdico, com cores que tragam vida e personalidade, além da aplicação de móveis retos, que podem ser usados por mais tempo. O clássico também é algo bem atemporal, que trabalha muito com curvas e detalhes de madeira, trazendo aconchego”, diz Amanda.

O quarto de Martim, de 3 anos, filho da jornalista Giovana Romani, traz uma agradável combinação de cores fortes e suaves. Projeto da Pingo Decor, em parceria com Amanda Chatah, da Muskinha — Foto: Fernanda Petelinkar / Divulgação
O quarto de Martim, de 3 anos, filho da jornalista Giovana Romani, traz uma agradável combinação de cores fortes e suaves. Projeto da Pingo Decor, em parceria com Amanda Chatah, da Muskinha — Foto: Fernanda Petelinkar / Divulgação

3. Funcionamento do quarto

A linha montessoriana é uma opção para dar mais autonomia às crianças em seu espaço. Por ter tudo em sua altura e à mão, elas acabam demandando menos a ajuda de um adulto para fazer algo que conseguem sozinhas.

“Você dá a chance da criança aprender. Eu gosto de pensar em um quarto que, além de durável, ela possa usar mesmo”, comenta a arquiteta Karen Pisacane.

Mas, se a cama for um pouco mais alta, ela pode ter gavetões para brinquedos embaixo ou um colchonete dobrável. “Eu acho que o colchonete é mais funcional que a bicama, pois ele exerce a mesma função, é lúdico e pode ser usado em brincadei

A nadadora Bia Feres optou por uma cama montessoriana para o quarto do filho Isaac, de 2 anos. Projeto com assessoria da marca marca Grão de Gente — Foto: Grão de Gente / Divulgação
A nadadora Bia Feres optou por uma cama montessoriana para o quarto do filho Isaac, de 2 anos. Projeto com assessoria da marca marca Grão de Gente — Foto: Grão de Gente / Divulgação

4. Combinação de cores

As cores são importantes em um projeto infantil, mas é preciso ter cautela, pois algumas tonalidades, em especial as mais fortes e vibrantes, deixar o espaço carregado. Tudo claro demais também pode deixar o espaço sem personalidade.

“Devemos sempre pensar em algo que a criança goste, deixando alguns espaços com tons que trazem mais vida, mas sempre atentos para não colocar cores demais no quarto. Quando a pintura de um cômodo se torna pesada, costumamos cansar muito rápido, além de não dar a sensação de conforto e tranquilidade que procuramos em um quarto”, explica Amanda.

O livreiros ficam ao alcance de Olivia, de 3 anos, filha da influencer Isa Domingues. Projeto com assessoria de Amanda Chatah, da Muskinha — Foto: Rachel Pontes / Divulgação
O livreiros ficam ao alcance de Olivia, de 3 anos, filha da influencer Isa Domingues. Projeto com assessoria de Amanda Chatah, da Muskinha — Foto: Rachel Pontes / Divulgação

5. Quarto evolutivo

Pode não parecer, mas aquele bebê minúsculo crescerá logo e, com ele, o quarto também precisará evoluir.

“Um bom projeto é algo que podemos encaixar em várias idades, mudando apenas detalhes, como papéis de parede, prateleiras decorativas e as cores das paredes, sem ter que mudar o quarto completo em todas as fases da criança”, pondera Caroline.

6. Móveis funcionais

Outra dica é apostar em um mobiliário capaz de se adaptar conforme a criança cresce.

“Os móveis funcionais são ótimos para transformar o quarto sem precisar trocar tudo novamente. Um baú, por exemplo, é ótimo para guardar os brinquedos das crianças e não deixar o quarto bagunçado – já no futuro, pode servir para guardar roupas. Um berço também pode se transformar em cama após alguns anos, acompanhando o desenvolvimento da criança”, destaca Caroline.

A bancada evolutiva serve de trocador e, futuramente, de local de estudos. Projeto da arquiteta Karen Pisacane — Foto: Karen Pisacane / Divulgação
A bancada evolutiva serve de trocador e, futuramente, de local de estudos. Projeto da arquiteta Karen Pisacane — Foto: Karen Pisacane / Divulgação

7. Sem quinas

Parece um detalhe, mas faz diferença. Evitar quinas pontudas em quartos infantis pode trazer muito mais tranquilidade aos pais.

“Se vamos projetar a marcenaria, uso o canto moeda, ao invés do canto vivo, ou uso o canto arredondado. É preciso evitar as quinas para segurança das crianças”, alerta Karen.

Cestos deixam os brinquedos ao alcance de Martim, filho da jornalista Giovana Romani. Projeto da Pingo Decor, em parceria com Amanda Chatah, da Muskinha — Foto: Fernanda Petelinkar / Divulgação
Cestos deixam os brinquedos ao alcance de Martim, filho da jornalista Giovana Romani. Projeto da Pingo Decor, em parceria com Amanda Chatah, da Muskinha — Foto: Fernanda Petelinkar / Divulgação

8. Evite acidentes

Muitos acidentes acontecem porque a criança quer escalar um móvel para pegar um brinquedo que está em uma prateleira ou nicho alto.

Por isso, indica Karen, é preciso deixar os objetos na altura dos pequenos o máximo que der, para que eles consigam acessá-los sem perigo.

“Gosto muito dos cestos de brinquedos, que deixam tudo à mão. Evite criar espaços aéreos em que a criança precisará pedir ajuda para alcançar”, indica a arquiteta.

9. Peças práticas

Quarto de criança precisa ser prático, e isso inclui objetos que sejam fáceis de serem higienizados. “Toda vez que eu posso, gosto de usar peças fáceis de usar e laváveis, como tapetes que vão na máquina, e almofadas com capas que podem ser removidas para lavagem”, aponta Karen.

Peças práticas, como tapetes laváveis, e quinas arredondadas são o ideal para o quarto infantil. Projeto da Evertec Arquitetura — Foto: Henry Lopes / Divulgação
Peças práticas, como tapetes laváveis, e quinas arredondadas são o ideal para o quarto infantil. Projeto da Evertec Arquitetura — Foto: Henry Lopes / Divulgação

10. Rodízio de brinquedos

Um ambiente sobrecarregado de objetos não é agradável e funcional para um adulto, quanto mais para uma criança.

O ideal é sempre deixar poucos brinquedos acessíveis, fazendo um rodízio conforme o interesse do momento. “Se super estimularmos os pequenos colocando brinquedo em tudo quanto é lugar visível e ao alcance delas, não estamos pensando no bem-estar”, conclui Karen.

expresso.arq com informações de Ana Sachs

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