Foi apresentado em Florianópolis, Projeto do Museu de Arte Digital e Inovação – MADI
O contexto favorece e o entusiasmo é grande para a construção do Museu de Arte Digital e Inovação (MADI), projeto apresentado na primeira de dezembro, em Florianópolis, por Patrícia Costa, que está à frente da Propague, agência de publicidade, nascida na Ilha, que atualmente opera somente em São Paulo.
No ano em que a empresa completa 60 anos, 2022, a ideia foi presentear a cidade com o projeto de autoria do arquiteto Rodrigo Ohtake, que assumiu o escritório do pai, Ruy Ohtake, falecido há um ano, com paisagismo da arquiteta catarinense Juliana Castro, da JA8 Arquitetura Viva.
Os parceiros receberam convidados, da Acate Downtown, para apresentar o conceito e a área destinada ao novo museu.

Com a pandemia impedindo eventos presenciais, e as empresas precisando encontrar novas maneiras de impactar o público, a agência se tornou referência em experiência de marca – sendo responsável por eventos de grandes nomes como Votorantim e Globo.
Neste ano, deram um novo passo – adquiriram a icônica cobertura que pertenceu a Ruy Ohtake para ser a sede da Propague em São Paulo.
E foi a partir deste contato que as empresas Propague e Ohtake estreitaram relações.
“A tecnologia nos impulsionou”, conta Patricia, apaixonada por inovação e arte.
Ela nos disse que a referência para o projeto do MADI é o Museu Guggenheim situado à beira do Rio Nervión, em Bilbao, na Espanha.
O projeto de complexas formas curvilíneas tem autoria de Frank Gehry e causou uma transformação naquele território, impulsionando a economia. A ideia é fazer da arquitetura uma transformação.
Outra referência é o TeamLab Borderless, um museu totalmente dedicado à arte digital em Tóquio, no Japão.
Conceito partiu do Sambaqui
A relação com a família Ohtake é antiga e próxima, por isso a escolha do Rodrigo para fazer o projeto.
Entre as grandes obras, destaque para a Embaixada do Brasil em Tóquio, o Hotel Unique em São Paulo e o Bioparque Pantanal, em Campo Grande.
Para o MADI, o conceito partiu do Sambaqui, formações pré-colombiana típica do litoral catarinense, constituídas principalmente, de conchas de moluscos.
Essas conchas eram descartadas após o consumo dos moluscos, formando imensas montanhas.
“A arquitetura do museu começa a partir do Sambaqui e do acúmulo de conhecimento e memória que ele traz. O acúmulo de conhecimento é o que torna a tecnologia contemporânea e inovadora como é nos dias de hoje”, contou o arquiteto que fez uma interpretação do Sambaqui a partir das camadas da história.
O volume servirá de estrutura para a arquitetura
A natureza e a integração dela com a cidade são essenciais numa capital como Florianópolis.
Foi pensando nisso que a Propague convidou a JA8 Arquitetura Viva para o projeto de paisagismo do MADI.
A empresa possui 22 anos sob o comando das sócias Juliana Castro e Clarice Castro Wolowski e, desde então, vem desenvolvendo arquitetura paisagística diante de todas as suas possibilidades.
“Aliar a tecnologia à arte é tudo que a gente precisa: delicadeza e suavidade para o nosso cotidiano. Além de criar um espaço democrático, em que o público que frequenta o Centro possa interagir com a arte”, afirma Juliana.
A localização será na Avenida Paulo Fontes, ao lado do terminal de ônibus, em frente ao Largo da Alfândega.
A localização é estratégica: entre a Alfândega e a Baía Sul, com vista para o mar.
“Uma obra artística que emociona. Espaço democrático onde o Maciço e o Centro se encontram. Um presente para a cidade” afirma o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, que marcou presença no evento.
expresso.arq com informações de arqsc


