Meu Lar de Volta: projeto recupera casas destruídas por inundações no Rio Grande do Sul
“Tecnologia para a reconstrução de vidas”. Esse é um dos lemas do Meu Lar de Volta, um projeto fundado para ajudar as vítimas do Rio Grande do Sul a recuperarem suas casas, após as inundações que tomaram o local. A ideia nasceu de um grupo formado por quatro amigos, que trabalham com a tecnologia, e sentiu a necessidade de usar o conhecimento em prol das pessoas afetadas pela tragédia. São eles: Felipe Machado, Gabriel Hipólito, Fábio Borges e Felipe Menezes.
“Nos juntamos para criar a plataforma na intenção de saber exatamente onde estão essas pessoas [em vulnerabilidade] e quais são as necessidades delas, para que assim possamos ser mais assertivos e entender essas demandas”, conta Felipe Machado.
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A plataforma, como ele conta, visa proporcionar uma melhora de vida para os lugares onde os altos níveis de água já abaixaram e tiveram seus interiores destruídos. Os serviços oferecidos, por meio do projeto, são faxina, doação de eletrodomésticos, cestas básicas, kits de limpeza pesada, entre outros.
A conexão entre os voluntários e as vítimas é feita por meio de um site, em que são disponibilizados dois acessos: “Preciso de ajuda” e “Quero ajudar”. Em cada um deles, há espaços para preencher dados pessoais e as respectivas necessidades e possibilidades de doações.
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“O que estamos realizando, a partir da plataforma, são especialmente mutirões de limpeza”, conta Felipe. “Queremos promover a maior faxina da história do Rio Grande do Sul e com isso contamos com diversos apoiadores”, detalha ele ao mencionar iniciativa privada, voluntários, organização da sociedade civil e doações. “Temos parceiros desenvolvedores de tecnologias de limpeza, por exemplo, que nos fornecem equipamentos; parceiros do ramo da limpeza que vão oferecer produtos; e influenciadores que nos ajudam na divulgação. Então são essas pontes que temos construído.
Um dos principais recursos tecnológicos, que facilitam a realização do projeto, são pins criados em um mapa, a partir do cadastro das pessoas em vulnerabilidade, que posteriormente são rastreados por quem vai ajudar. “A maioria das casas não vai ser limpa com um balde ou rodo.
Precisa de uma máquina de alta pressão. Então, estamos fazendo a aquisição dessas máquinas e enviando para esses grupos de voluntários”. Atualmente, 8 mil famílias e 15 mil voluntários já estão cadastrados.
“Começamos com o sonho de que se a gente conseguir recuperar a dignidade de uma família, a nossa missão, entre nós amigos que amam tecnologia e vivem disso, está cumprida”, diz Felipe. “Agora vemos uma possibilidade de ajudar milhares, então para nós é muito gratificante colocar o nosso talento e habilidades para ajudar as pessoas em uma tragédia dessas. Somos apenas uma gota no oceano, mas nem por isso a gente vai deixar de pingar”, conclui.
Para realizar o cadastro no projeto “Meu Lar de Volta”, clique neste link.
expresso.arq com informações de Gustavo Frank


