A cidade fantasma de R$ 500 bilhões na Malásia onde ninguém quer morar
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Uma praia deserta, um parque infantil vazio e centros comerciais fechados – esta é a realidade de um mega empreendimento de luxo largado às traças. Originalmente concebido como “um paraíso para toda a humanidade”, Forest City, no sul da Malásia, parecia o projeto perfeito.
Mas a realidade é outra: oito anos depois da construção, o que se vê são centenas de arranha-céus vazios às margens de um rio infestado de crocodilos, mesmo diante de um investimento colossal de R$ 500 bilhões.
Construída em 2016 pela maior companhia imobiliária da China, Forest City ocupa um terreno recuperado e afastada da grande cidade mais próxima, Johor Bahru. Esperava-se abrigar nela mais de um milhão de residentes – embora se destinasse a pessoas de classe média, com um apartamento médio no empreendimento comercializado por 1,14 milhões de dólares, o preço estava longe do alcance da maioria dos malaios. Para efeitos de comparação, o valor médio de venda de uma propriedade em Johor Bahru é de cerca de US$ 141.000.
Foi projetada para ser ecologicamente correta e abrigar atrativos como campo de golfe, parque aquático, escritórios, bares e restaurantes. Mas apenas 15% do projeto foi concluído até agora, e apenas algumas centenas de pessoas vivem nos blocos residenciais.
Apenas alguns apartamentos são vistos com as luzes acesas e à noite a cidade inteira fica na escuridão total, como uma cidade fantasma.
Uma série de obstáculos contribuíram para a desaceleração da construção e o fracasso da empreitada, como restrições de vistos para compradores chineses, a crise imobiliária chinesa e os impactos da pandemia da Covid-19. Além disso, questões ambientais, como a construção em ilhas protegidas, e a localização remota afastaram potenciais moradores.
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Apesar das vendas iniciais entusiasmadas, apenas 15% do projeto está concluído e conta com menos de 1% de ocupação, o que gerou o apelido de “cidade fantasma”. Ex-moradores relataram à BBC que Forest City conta com uma atmosfera estranha, com praias desertas, lojas e restaurantes vazios, e edifícios residenciais praticamente desabitados e apagados, mesmo durante o dia.
Embora a Country Garden, a maior incorporadora imobiliária chinesa por trás do projeto, tenha expressado otimismo quanto ao futuro da Forest City, seu futuro continua incerto e as esperanças estão voltadas no apoio potencial do governo chinês.
expresso.arq com informações de Maria Mesquita


