Luz amarela gasta mais energia? Veja curiosidades e benefícios desta iluminação

Nesta cozinha, a arquiteta Debora Vassão de Aguiar apostou em uma iluminação pendente  — Foto: Guilherme Pucci
Nesta cozinha, a arquiteta Debora Vassão de Aguiar apostou em uma iluminação pendente — Foto: Guilherme Pucci

A iluminação também é parte essencial no momento de desenhar um projeto. Basicamente, existem dois tipos de lâmpada: as quentes e as frias (ou amarelas e brancas).

Essa nomenclatura não tem relação ao calor que elas trazem ao ambiente, e sim a sensação de aconchego que cada uma proporciona.

“É inversamente proporcional. As quentes possuem uma temperatura menor, de até 3 mil kelvin, as neutras atingem 4 mil kelvin e as frias chegam a 6 mil kelvin.

O nome faz uma relação com a cor, já que as quentes se aproximam mais aos tons terrosos”, explica a arquiteta Michelle Machado.

Este projeto, assinado pelo arquiteto Gabriel Magalhães, aposta na iluminação amarela para trazer aconchego ao quarto — Foto: Fran Parente/Divulgação
Este projeto, assinado pelo arquiteto Gabriel Magalhães, aposta na iluminação amarela para trazer aconchego ao quarto — Foto: Fran Parente/Divulgação

As lâmpadas quentes trazem mais conforto e acolhimento para os ambientes onde são inseridas, enquanto as frias são estimulantes e aumentam o foco das pessoas.

Por isso, as primeiras são comumente usadas em espaços mais intimistas, sociais e descontraídos, como salas de estar e quartos.

Por outro lado, as frias entram mais em ambientes de trabalho e onde se necessita ter mais concentração.

“Para dentro de casa, aconselho sempre a utilizar lâmpadas quentes, mesmo em cozinhas ou escritórios.

A casa é um local que precisa passar aconchego aos seus moradores, por isso devemos evitar as luzes frias, que são muito azuladas e causam desconforto visual”, comenta Michelle Machado.

Lâmpada amarela gasta mais?

Sala de estar assinada pelo arquiteto Gustavo Hadler — Foto: Luiza Schreier/Divulgação
Sala de estar assinada pelo arquiteto Gustavo Hadler — Foto: Luiza Schreier/Divulgação

Isso é um mito. Sejam lâmpadas quentes ou frias, elas consomem a mesma quantidade de energia.

O que muda nesta questão é se elas são de LED, fluorescentes ou incandescentes. “As de LED possuem o consumo mais baixo e a maior durabilidade”, afirma a arquiteta.

Elas possuem uma vida útil média de 25 mil horas, sendo 80% mais econômicas do que as outras.

Além disso, as lâmpadas de LED produzem menos calor do que as incandescentes e as fluorescentes, ou seja, elas aquecem menos os ambientes e cômodos onde são inseridas.

Quente ou fria? Qual lâmpada é melhor?

Bancadas de home office, como a deste ambiente projetado pelo escritório Très Arquitetura, precisam de maior fluxo de iluminação — Foto: Fran Parente/Divulgação
Bancadas de home office, como a deste ambiente projetado pelo escritório Très Arquitetura, precisam de maior fluxo de iluminação — Foto: Fran Parente/Divulgação

Não existe uma melhor – é preciso considerar o que você quer daquele ambiente. A arquiteta Michelle Machado aconselha sempre utilizar lâmpadas quentes em casa e deixar as frias para os locais de trabalho.

“Em escritórios ou cozinhas industriais, por exemplo, podemos usar a luz neutra ou fria”, diz Michelle Machado.

Para os ambientes que demandam mais atenção, como a cozinha ou o espaço para home office, aposte em um maior fluxo de iluminação. “Avalie o tipo de efeito que você deseja extrair daquele ambiente.

Uma bancada de cozinha demanda uma iluminação mais difusa. Por outro lado, se você quer dar foco a um objeto decorativo, utilize uma luz mais focada. Mas todas elas podem ser quentes”, completa.

Outro ponto de atenção é em relação ao Índice de Reprodução de Cores (IRC) da lâmpada. É ele que vai determinar a capacidade que ela possui em revelar as cores daquele ambiente com fidelidade.

“A luz do Sol, que é perfeita, tem um índice de valor 100. Quanto mais próximo disso, teremos uma cor mais fidedigna”, explica Michelle.

Portanto, em um espelho utilizado para maquiagem, por exemplo, é necessário uma lâmpada com IRC maior que 90.

expresso.arq com informações de Casa Vogue

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