Áreas verdes em cidades podem ajudar a diminuir a temperatura em até 5 °C
Um estudo internacional com participação da Universidade de São Paulo (USP) abordou como parques, jardins botânicos, rios, lagos e outros corpos verdes e azuis nas cidades podem ajudar na diminuição de até 5 °C na temperatura das cidades.
Os resultados publicados na revista científica The Innovation analisou cerca de 200 publicações científicas e descobriu que as chamadas Áreas de Infraestrutura Urbana verde-azul-cinza (GBGIs) podem se tornar grandes aliadas no combate à denominada “urban heat island” (UHI), ou ilha de calor urbano, onde as cidades experimentam temperaturas mais altas em relação às rurais ao seu redor.
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Em entrevista a Júlio Bernardes, do Jornal da USP, a professora do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP e uma das autoras do artigo, Maria de Fátima Andrade, diz que o principal benefício ambiental dos GBGIs é o resfriamento de áreas urbanas, em especial as já afetadas pelas ilhas de calor urbano.
“Outro ponto importante é o papel da vegetação na absorção de gás carbônico [CO2] através da fotossíntese. Esse papel da vegetação pode ser determinado com medidas em superfície”, disse a física.
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Os GBGIs atuam através de processos naturais, como a evapotranspiração, sombra e o reflexo do calor pela água, auxiliando no aumento da umidade e resfriamento das cidades. As plantas ainda têm o poder de armazenar calor durante o dia, liberando-o lentamente durante a noite, enquanto os corpos d’água fazem algo parecido, absorvendo e retendo o calor durante horas.
Para unir o potencial de ambas as frentes e reforçar os resultados, os pesquisadores sugerem uma série de abordagens, a começar pela criação de corredores verdes e azuis nas cidades, novos projetos de urbanismo, telhados verdes (cobertura de construções com plantas), materiais permeáveis em calçadas (para facilitar a infiltração da água e auxiliar na retomada do seu ciclo natural), além da disponibilização de informações públicas sobre o clima e aquecimento ambiental.
expresso.arq com informações de Rafaela Freitas


