Nova sede do IED em Milão será construída na área de antigo matadouro
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Nova sede de renomada escola de design será construída na área de antigo matadouro de Milão — Foto: Divulgação/IED
Uma das mais antigas e importantes faculdades de design do mundo, o Istituto Europeo di Design (IED) terá uma nova sede que irá centralizar seus cinco campi em Milão, a ser construída na zona do antigo matadouro Calvirate, em Porta Vittoria – onde foi realizado o circuito Alcova, um dos distritos do Fuori Salone, durante a Semana de Design de Milão 2023.
Expandindo sua área em mais de 20 mil m², o espaço terá um investimento de € 100 milhões (cerca de R$ 545 milhões) e possui previsão de inauguração para 2026, esperando receber cerca de 30 milhões de estudantes de todo o mundo, inclusive do Brasil.
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“Como grupo, por ocasião do 60º aniversário da fundação do IED, foi tomada a decisão de que era hora de dar um passo adiante e estabelecer um projeto de um campi maior para a cidade, focado especificamente em disciplinas de artes criativas”, explica Emanuele Soldini, diretor de operações do Grupo IED.
A instituição foi fundada por Francesco Morelli em 1966 e, hoje, recebe mais de 3.500 alunos por ano, oferecendo cursos ministrados em italiano e inglês.
Com 39 mil m², a nova sede contará com 50 laboratórios especializados e 70 salas de aula multifuncionais, sendo um dos maiores campi de alta formação da Itália inteiramente dedicado à criatividade, arte e cultura.
A iniciativa faz parte do projeto Aria, premiado pelo concurso Reinventing Cities, que foi convocado pela Prefeitura de Milão com objetivo de reformar a área do antigo matadouro de Porta Vittoria.
A rede de ensino superior, que atualmente conta com escritórios na Itália, Brasil e Espanha, será o único hub italiano com uma rede internacional, permitindo a troca de experiências entre profissionais de diferentes países.
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Preservando a estrutura de concreto armado e os elementos arquitetônicos dos pavilhões do antigo matadouro, o escritório CZA Cino Zucchi Architetti – responsável pelo projeto – optou por adicionar novas funcionalidades ao edifício a partir do uso de materiais multifuncionais e duráveis, estruturados em espaços abertos e transformáveis com divisórias modulares.
Além disso, o projeto prevê um campi de “impacto zero”, capaz de produzir energia para ser devolvida à cidade através da implantação de um circuito hidráulico com placas fotovoltaicas, que tratará do equilíbrio das necessidades de água e eletricidade do espaço.
“O estudo de um novo layout espacial baseia-se no pressuposto que impulsiona toda a proposta de reforma da área do antigo matadouro, a de aproveitar ao máximo qualidades espaciais dos edifícios existentes, regenerando-os ao incluir novas funções sem distorcer a fisionomia de sua arquitetura e beleza primária”, explica o arquiteto Cino Zucchi, à frente do CZA Cino Zucchi Architetti.
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Além de proporcionar uma nova experiência aos seus estudantes, a nova sede contribuirá para um projeto de regeneração urbana da área do matadouro Calvirate – uma zona degradada e abandonada, mas com grande valor histórico e simbólico para Milão.
A ideia também é gerar um ecossistema de interação entre as comunidades pré-existentes do local (residentes, comerciantes, administrações e empresas) e a comunidade estabelecida da instituição (funcionários, professores e estudantes), desencadeando efeitos virtuosos na região.
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“O chamado do Reinventing Cities para a apresentação de propostas pareceu ser a oportunidade ideal para uma escola de design de ponta contribuir efetivamente para o processo de redesenvolvimento de uma zona histórica e simbólica da cidade de Milão que tem sido significativamente negligenciada até agora. Também parece interessante para nós que um local usado há décadas para o abate de animais esteja sendo “resgatado” como um centro de formação de ponta para jovens designers do futuro”, ressaltam Emanuele Soldini e Cino Zucchi.
expresso.arq com informações de Laura Raffs


