Edifício em São Paulo terá terraços cobertos por 4 mil plantas; veja como será

Edifício em São Paulo terá terraços cobertos por 4 mil plantas; veja como será — Foto: Victor B. Ortiz
Edifício em São Paulo terá terraços cobertos por 4 mil plantas; veja como será — Foto: Victor B. Ortiz

Com vistas panorâmicas e design biofílico, o novo projeto do arquiteto Victor B. Ortiz surpreende com sua estrutura que lembra um tronco estampado por fungos e cogumelos.

Planejado para ser construído em um terreno na Vila Nova Conceição, na Zona Sul de São Paulo, a Urupê Tower conta com 12 andares de terraços e prevê o uso de 4 mil mudas – sendo 120 árvores pequenas, 840 arbustos e aproximadamente 3 mil plantas de cobertura de solo.

Edifício em São Paulo terá terraços cobertos por 4 mil plantas; veja como será — Foto: Victor B. Ortiz
Edifício em São Paulo terá terraços cobertos por 4 mil plantas; veja como será — Foto: Victor B. Ortiz
Com terraços cheios de planta, sua fachada se assemelha a um tronco estampado por fungos e cogumelos — Foto: Victor B. Ortiz
Com terraços cheios de planta, sua fachada se assemelha a um tronco estampado por fungos e cogumelos — Foto: Victor B. Ortiz
As formas da natureza são pontos inspiradores para o arquiteto  — Foto: Victor B. Ortiz
As formas da natureza são pontos inspiradores para o arquiteto — Foto: Victor B. Ortiz

“Todo nosso trabalho vem com uma bagagem de estudo de formas e processos da natureza. Pessoalmente, fui educado por uma mãe bióloga e um pai agrônomo, sempre demonstrando as regras e a beleza da natureza, ao mesmo tempo evidenciando a eficiência dessas formas. Então, é natural que nossos projetos tenham esses princípios como base”, conta Victor B. Ortiz com exclusividade.

O nome do projeto, inclusive, faz uma referência a essa motivação, já que urupê é um cogumelo da família das poliporáceas.

A vegetação irá contribuir para reduzir ilhas de calor através da criação de um microclima na região — Foto: Victor B. Ortiz
A vegetação irá contribuir para reduzir ilhas de calor através da criação de um microclima na região — Foto: Victor B. Ortiz

Com o propósito de mostrar que uma construção pode ser eficiente em termos de ocupação e desenvolvimento imobiliário e, ao mesmo tempo, interessante do ponto de vista ambiental, o arquiteto criou um edifício de uso misto para uma das maiores áreas em expansão de São Paulo que inclui elementos da natureza – e não compete com ela.

Espécies nativas serao utilizadas para contribuir com o ecossistema local — Foto: Victor B. Ortiz
Espécies nativas serao utilizadas para contribuir com o ecossistema local — Foto: Victor B. Ortiz
Serão cerca de 4 mil mudas, entre árvores pequenas, arbustos e outras plantas  — Foto: Victor B. Ortiz
Serão cerca de 4 mil mudas, entre árvores pequenas, arbustos e outras plantas — Foto: Victor B. Ortiz

“Os terraços foram projetados de forma que haja espaço abundante para o crescimento das raízes, com profundidade mínima de um metro (ideal para arbustos) e máxima de três metros (ideal para árvores pequenas), e contará com um sistema de irrigação central, alimentado pela coleta de águas cinzas”, completa.

O projeto foi feito para a Vila Nova Conceição, na Zona Sul de São Paulo — Foto: Victor B. Ortiz
O projeto foi feito para a Vila Nova Conceição, na Zona Sul de São Paulo — Foto: Victor B. Ortiz

Ainda em fase de desenvolvimento e estudo de viabilidade, o edifício terá uma estrutura feita com madeira engenherada e aço.

“Sabemos que ainda existem diversas restrições estruturais para edificações inteiras em madeira. Apesar de países na América do Norte e Europa já estarem desenvolvendo prédios de altura significativa 100% em madeira, o Brasil ainda está em uma fase inicial de adoção do método. Por isso, soluções de estrutura mista são necessárias para edificações mais altas”, comenta o arquiteto.

O projeto tem o objetivo de incluir a natureza e não ocupar seu lugar  — Foto: Victor B. Ortiz
O projeto tem o objetivo de incluir a natureza e não ocupar seu lugar — Foto: Victor B. Ortiz

Além de repor a vegetação que estaria no local, o edifício será capaz de reduzir ilhas de calor através da criação de um microclima na região. 

Com o uso de espécies nativas – como a pitangueira, o pacová e a cuféia –, a construção contribuirá para a captação de gás carbônico e servirá como habitat para a fauna local, atraindo aves e insetos importantes para o ecossistema.

“Temos como ponto inicial reforçar a necessidade da criação de uma arquitetura que considere o clima e os impactos da construção civil”, ressalta Victor. B Ortiz.

expresso.arq com informações de Laura Raffs

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