Netflix: em busca da perpeitueidade

Um comunicado oficial, marcou a entrada da Netflix no mundo dos jogos.

Enquanto todas as empresas de mídia estão correndo para ter seus serviços de streaming, a empresa lança sua plataforma de games.

Na prática, quem já é assinante da Netflix terá acesso a todos os jogos lançados na plataforma “sem custos, sem publicidade e sem compras dentro do jogo”, é o que diz o comunicado.

A Netflix, assim como todas as empresas de mídia ou redes sociais, quer de nós aquilo que temos de mais escasso: tempo.

O maior concorrente da empresa não é o Disney Plus, mas sim qualquer coisa que ocupe o seu tempo.

E, no ambiente virtual, os jogos são os maiores “vilões” de tempo.

Então, o que a Netflix quer é simples: que você permaneça conectado a ela o máximo de tempo possível, seja vendo um filme, uma série, dentro de um jogo ou seja lá o que for.

Cada vez mais a forma como as empresas fazem as coisas importa menos.

O que realmente é importante é o daquilo que elas fazem.

Se os clientes querem filmes, vamos fazer os melhores.

Mas se querem jogos, vamos dar isso a eles!

É o conceito básico das Organizações Infinitas, aquelas empresas que vivem para sempre, morrendo todos os dias.

O que a Netflix está fazendo é garantindo sua relevância num futuro paralelo, onde jogos podem ser (vai saber!) mais relevantes que filmes e séries.

É inevitável que alguém faça, de um jeito melhor, mais barato e mais inovador, o que você faz hoje.

Se isso é uma verdade, é melhor que seja você mesmo o algoz do seu negócio!

expresso.arq sobre artigo de Júnior Borneli

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