Como fazer um jardim vertical: conheça os principais métodos de implantação

jardim vertical é muito requisitado por quem deseja cultivar plantas em ambientes internos sem ocupar tanto espaço. Além disso, a estrutura apresenta um grande apelo estético e sustentável, pois ajuda a reduzir a temperatura interna, enquanto recobre as paredes.

Segundo o engenheiro-agrônomo João Manuel Feijó, da Ecotelhado, as paredes verdes podem ser instaladas em qualquer superfície ensolarada ou com bastante iluminação indireta. O segredo está na escolha de espécies adequadas às condições de luz local.

“Para ambientes expostos ao sol, sugiro aspargo, lambari-roxo, e dólar, por exemplo. Internamente, a samambaia e a zamioculca costumam se dar muito bem. Já o tapete-inglês possui uma excelente adaptação, tanto no sol, quanto na sombra. Suas flores, presentes durante quase o ano todo, ganham destaque no verão”, diz João.

No projeto da paisagista Gisela Pedroso, peperômias e samambaias foram alocadas em vasos meia-lua para criar um jardim vertical — Foto: Edu Castello/Editora Globo
No projeto da paisagista Gisela Pedroso, peperômias e samambaias foram alocadas em vasos meia-lua para criar um jardim vertical — Foto: Edu Castello/Editora Globo

Neste cenário, as regas devem ser o foco principal na manutenção. “O jardim vertical depende absolutamente de irrigação automatizada. Ele possui muito pouco substrato, então, a água é fundamental”, reforça a paisagista Elaine Kalil.

“Assim como nós, as plantas são seres vivos que precisam de cuidado. A vegetação se manterá saudável se receber atenção. Garanta que as necessidades de luz, água, poda e nutrientes sejam supridas e ela durará por muito tempo”, completa João.

Métodos de implantação

No projeto do paisagista Paulo Aranha, da SkyGarden Envec, os vasos do jardim vertical são sustentados por treliça metálica — Foto: Denilson Machado / MCA Estúdio / Divulgação
No projeto do paisagista Paulo Aranha, da SkyGarden Envec, os vasos do jardim vertical são sustentados por treliça metálica — Foto: Denilson Machado / MCA Estúdio / Divulgação

Existem diversas formas de implantar um jardim vertical natural, cada uma com seus prós e contras. A escolha por um método ou outro deve considerar a superfície, a insolação, a irrigação, as espécies e, é claro, o quanto o morador está disposto a investir.

No projeto da paisagista Maira Duarte, do Horto Girassol, o jardim vertical tem guaimbê, peperômia, aspargo e orquídea phalaenopsis branca e serve de pano de fundo para o living — Foto: Juliano Colodeti / MCA Estúdio / Divulgação
No projeto da paisagista Maira Duarte, do Horto Girassol, o jardim vertical tem guaimbê, peperômia, aspargo e orquídea phalaenopsis branca e serve de pano de fundo para o living — Foto: Juliano Colodeti / MCA Estúdio / Divulgação

O valor médio de um jardim vertical com sistema modular e irrigação automatizada pode chegar a 2.200 por m², mas existem outras soluções mais acessíveis. Abaixo, Elaine apresenta os métodos de implantação de jardim vertical natural mais indicados.

  • Vasos meia-lua: os vasos em formato de meia-lua são uma opção personalizável de jardim vertical, indicados para espaços limitados, como meia-paredes. Não contam com irrigação automática, por isso, exigem uma maior manutenção devido à secagem rápida do substrato.
  • Jardineiras: as jardineiras permitem o cultivo de várias mudas em um mesmo substrato. É importante que a estrutura possua um reservatório de água na parte inferior, para reter o excedente de água das regas.
  • Prateleiras: econômicas e versáteis, as prateleiras são multifuncionais e podem otimizar espaços com variados tipos de plantas e vasos comuns. Por outro lado, elas podem ocupar mais espaço e exigem uma manutenção regular.
  • Blocos pré-moldados: feitos de concreto fundido ou socado, os blocos são instalados em um muro impermeabilizado. Esta é uma solução mais duradoura, mas, com o tempo, as raízes das plantas podem ficar sem espaço.
  • Blocos cerâmicos: instalados com uso de argamassa na parede, os blocos de cerâmica não exigem impermeabilização ou pintura. Apresentam fácil instalação, resistência e durabilidade, mas é preciso considerar uma drenagem adequada do solo e escolher plantas compatíveis com a aeração limitada.
  • Placas de fibra de coco: as placas com vasos de fibra de coco são ótimas para manter a umidade do jardim vertical, além de serem uma opção biodegradável. Contudo, este modelo costuma ser mais caro que o convencional e pode ter uma durabilidade menor quando comparado a materiais mais robustos.
  • Sistema modular: composto por uma sequência de nichos com encaixes para os vasos, é uma opção que oferece flexibilidade, facilidade de montagem e personalização. Em alguns casos, pode limitar o uso de vasos maiores.
  • Treliça: pode ser feita de PVC, bambu ou madeira, e é super fácil de fixar à parede. Seu principal diferencial é estimular o crescimento de plantas trepadeiras. A durabilidade varia conforme as condições climáticas.
  • Pallets: baratos e práticos, os paletes (ou pallets) proporcionam um ambiente rústico e aconchegante, reaproveitando material. Contudo, é necessário prepará-los para o uso interno e, nem sempre, eles são tão duráveis ou estáveis quanto outros materiais.

Passo a passo

O jardim vertical da paisagista Karyne Lima, do Estúdio Nara, cobre o vão da janela, mas deixa a claridade entrar graças a uma claraboia — Foto: Denilson Machado / MCA Estúdio / Divulgação
O jardim vertical da paisagista Karyne Lima, do Estúdio Nara, cobre o vão da janela, mas deixa a claridade entrar graças a uma claraboia — Foto: Denilson Machado / MCA Estúdio / Divulgação

Geralmente, construir um jardim vertical demanda mão de obra especializada. Se, ainda assim, você optar por executá-lo sozinho, João ensina um passo a passo para a instalação de floreiras de plásticos com suporte de aço galvanizado.

  1. Meça a distância exata para fixação dos suportes na parede, encaixando uma floreira nos suportes e marcando com lápis aonde irão os parafusos de sustentação.
  2. Com uma furadeira, fure a parede nos pontos marcados e encaixe as buchas.
  3. Segure os suportes e encaixe os parafusos, fixando-os na parede.
  4. Coloque as mudas de plantas nas floreiras, completando-as com substrato leve, como argila expandida, chips de coco ou fibras de coco.
  5. Encaixe as floreiras já vegetadas nos suportes.

expresso.arq com informações de Aline Melo

Quer receber mais conteúdos como esse gratuitamente?

Cadastre-se para receber os nossos conteúdos por e-mail.

Email registrado com sucesso
Opa! E-mail inválido, verifique se o e-mail está correto.
Ops! Captcha inválido, por favor verifique se o captcha está correto.

Fale o que você pensa

O seu endereço de e-mail não será publicado.