Como fazer um jardim vertical: conheça os principais métodos de implantação
O jardim vertical é muito requisitado por quem deseja cultivar plantas em ambientes internos sem ocupar tanto espaço. Além disso, a estrutura apresenta um grande apelo estético e sustentável, pois ajuda a reduzir a temperatura interna, enquanto recobre as paredes.
Segundo o engenheiro-agrônomo João Manuel Feijó, da Ecotelhado, as paredes verdes podem ser instaladas em qualquer superfície ensolarada ou com bastante iluminação indireta. O segredo está na escolha de espécies adequadas às condições de luz local.
“Para ambientes expostos ao sol, sugiro aspargo, lambari-roxo, e dólar, por exemplo. Internamente, a samambaia e a zamioculca costumam se dar muito bem. Já o tapete-inglês possui uma excelente adaptação, tanto no sol, quanto na sombra. Suas flores, presentes durante quase o ano todo, ganham destaque no verão”, diz João.
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Neste cenário, as regas devem ser o foco principal na manutenção. “O jardim vertical depende absolutamente de irrigação automatizada. Ele possui muito pouco substrato, então, a água é fundamental”, reforça a paisagista Elaine Kalil.
“Assim como nós, as plantas são seres vivos que precisam de cuidado. A vegetação se manterá saudável se receber atenção. Garanta que as necessidades de luz, água, poda e nutrientes sejam supridas e ela durará por muito tempo”, completa João.
Métodos de implantação
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Existem diversas formas de implantar um jardim vertical natural, cada uma com seus prós e contras. A escolha por um método ou outro deve considerar a superfície, a insolação, a irrigação, as espécies e, é claro, o quanto o morador está disposto a investir.
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O valor médio de um jardim vertical com sistema modular e irrigação automatizada pode chegar a 2.200 por m², mas existem outras soluções mais acessíveis. Abaixo, Elaine apresenta os métodos de implantação de jardim vertical natural mais indicados.
- Vasos meia-lua: os vasos em formato de meia-lua são uma opção personalizável de jardim vertical, indicados para espaços limitados, como meia-paredes. Não contam com irrigação automática, por isso, exigem uma maior manutenção devido à secagem rápida do substrato.
- Jardineiras: as jardineiras permitem o cultivo de várias mudas em um mesmo substrato. É importante que a estrutura possua um reservatório de água na parte inferior, para reter o excedente de água das regas.
- Prateleiras: econômicas e versáteis, as prateleiras são multifuncionais e podem otimizar espaços com variados tipos de plantas e vasos comuns. Por outro lado, elas podem ocupar mais espaço e exigem uma manutenção regular.
- Blocos pré-moldados: feitos de concreto fundido ou socado, os blocos são instalados em um muro impermeabilizado. Esta é uma solução mais duradoura, mas, com o tempo, as raízes das plantas podem ficar sem espaço.
- Blocos cerâmicos: instalados com uso de argamassa na parede, os blocos de cerâmica não exigem impermeabilização ou pintura. Apresentam fácil instalação, resistência e durabilidade, mas é preciso considerar uma drenagem adequada do solo e escolher plantas compatíveis com a aeração limitada.
- Placas de fibra de coco: as placas com vasos de fibra de coco são ótimas para manter a umidade do jardim vertical, além de serem uma opção biodegradável. Contudo, este modelo costuma ser mais caro que o convencional e pode ter uma durabilidade menor quando comparado a materiais mais robustos.
- Sistema modular: composto por uma sequência de nichos com encaixes para os vasos, é uma opção que oferece flexibilidade, facilidade de montagem e personalização. Em alguns casos, pode limitar o uso de vasos maiores.
- Treliça: pode ser feita de PVC, bambu ou madeira, e é super fácil de fixar à parede. Seu principal diferencial é estimular o crescimento de plantas trepadeiras. A durabilidade varia conforme as condições climáticas.
- Pallets: baratos e práticos, os paletes (ou pallets) proporcionam um ambiente rústico e aconchegante, reaproveitando material. Contudo, é necessário prepará-los para o uso interno e, nem sempre, eles são tão duráveis ou estáveis quanto outros materiais.
Passo a passo
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Geralmente, construir um jardim vertical demanda mão de obra especializada. Se, ainda assim, você optar por executá-lo sozinho, João ensina um passo a passo para a instalação de floreiras de plásticos com suporte de aço galvanizado.
- Meça a distância exata para fixação dos suportes na parede, encaixando uma floreira nos suportes e marcando com lápis aonde irão os parafusos de sustentação.
- Com uma furadeira, fure a parede nos pontos marcados e encaixe as buchas.
- Segure os suportes e encaixe os parafusos, fixando-os na parede.
- Coloque as mudas de plantas nas floreiras, completando-as com substrato leve, como argila expandida, chips de coco ou fibras de coco.
- Encaixe as floreiras já vegetadas nos suportes.
expresso.arq com informações de Aline Melo


