Um futuro de volta para o passado

Se há poucos anos alguém sugerisse que o futuro da navegação marítima comercial seria pela força dos ventos, com certeza provocaria apenas sorrisos céticos.

Na atualidade, ninguém ri dessa ideia.

Projetos de navios movidos a motor e complementados com uso de velas estão surgindo em vários países.

E, no momento, o navio Pyxis Ocean, servindo à empresa Cargill, está viajando da China para o Brasil com velas incorporadas para testar a proposta de trazer sustentabilidade à navegação marítima comercial.

Após deixar o porto e alcançar ventos favoráveis, o Pyxis Ocean ergueu suas velas rígidas gigantes, denominadas WindWings (criadas na Inglaterra), mas, que podem ser baixadas em condições de ventos fracos retomando a navegação com os motores.

O teste é fundamental para comprovar a viabilidade de um futuro mais verde para o transporte marítimo.

Estima-se que os navios atuais sejam responsáveis por 2,1% das emissões globais de dióxido de carbono.

As projeções são de que, durante a travessia do Pyxis Ocean, seja poupada 1,5 tonelada de combustível por dia.

De acordo com especialistas, é provável que a indústria naval consiga reduzir em 837 milhões de toneladas a emissão de CO² a cada ano.

Entre os atuais projetos em andamento para construção de navios a vela, temos o Oceanbird, da Wallenius Marine, da Suécia, que os projetistas calculam poderá cruzar o Atlântico em 12 dias, apenas quatro dias a mais do que os navios atuais.

Também a francesa Airbus e a alemã SkySails estão com propostas avançadas para o setor de transporte marítimo.

A inovação revolucionária da WindWings, Cargill e BAR Technologies, navega em águas abertas, testando uma nova tecnologia que trará propulsão eólica de ponta para o transporte marítimo comercial pela primeira vez.

O Pyxis Ocean da Mitsubishi Corporation, fretado pela Cargill, é o primeiro navio a ser equipado com duas WindWings, grandes velas-asas medindo até 37,5 metros de altura que podem ser instaladas no convés de navios cargueiros para aproveitar a força do vento.

Produzidas pela Yara Marine Technologies, parceira de industrialização, espera-se que, em embarcações novas, gerem economias médias de combustível de até 30% ou até mais com combustíveis alternativos.

A instalação das asas ocorreu no estaleiro Cosco.

expresso.arq sobre artigo de Roberto Negraes

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