Geração de emprego na construção cai em outubro
O ritmo de criação de novos empregos na indústria da construção registrou desaceleração em outubro, ao criar 5.348 novos postos de trabalho com carteira assinada, segundo o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
O resultado representa um crescimento de 0,21% sobre o total do contingente empregado em setembro, que teve 31.166 novos empregos. Em agosto, foram criadas 35.152 vagas.
No acumulado de 2022, o setor empregou mais 288.517 trabalhadores, representando um crescimento de 12,50% em comparação com o número empregado em dezembro.
No acumulado de 12 meses até outubro, foram 242.348 novos empregos, aumentando o contingente em 10,29%.
Ainda assim, apesar da queda, a construção foi o quarto setor que gerou o maior número de postos de trabalho formais em outubro, atrás de serviços (+91.294 vagas), do comércio (+49.356) e da indústria (+14.891), e na frente da agropecuária (-1.435).
De acordo com Odair Senra, presidente do SindusCon-SP, “em outubro, o crescimento do emprego desacelerou em todos os setores econômicos, em função da conjuntura de juros altos e também por conta da incerteza em relação ao desfecho do resultado das eleições. Não será surpresa se a geração de emprego seguir nesta trajetória nos próximos meses”.
Já o ritmo de aumento do emprego nas atividades imobiliárias do setor de serviços registrou crescimento tímido.
Em outubro, foram criados 750 empregos, antes os 640 abertos em setembro e 648 em agosto.
Nos dez primeiros meses do ano, foram criados 8.219 postos formais de trabalho (+4,82%).
No acumulado de 12 meses até outubro, foram 9.788 novos funcionários (+5,79%).
Ao final de outubro, a construção empregava 2.596.705 trabalhadores com carteira assinada no país, de acordo com o Novo Caged.
Do total, 4.106 delas foram registradas no Estado de São Paulo, seguido de Rio Grande do Sul (1.159), Rio de Janeiro (881), Ceará (688), Pernambuco (648) e Paraná (613). Registraram quedas: Bahia, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Rondônia e Tocantins.
expresso.arq sobre artigo de Naíza Ximenes


