Carteiras de ações e Fundos Imobiliários recomendados para o mês de março
Com a volatilidade exacerbada pelo acirramento do conflito entre Rússia e Ucrânia, analistas fizeram ajustes nas carteiras recomendadas de ações para comprar em março.
Dentre as carteiras gerais de ações, as corretoras voltaram as atenções para as empresas produtoras de matérias-primas, como petróleo e minério de ferro, entre outras.
Também constam entre os papéis mais sugeridos aqueles de setores considerados defensivos, como transmissão de energia e bancos.
Por outro lado, ações ligadas ao varejo perderam espaço nas indicações.
Na liderança de março, estão os papéis da Vale, seguidos pelos de Suzano, Itaú Unibanco e Petrobras.
Houve mudanças também nas ações mais sugeridas para os investidores com estratégias focadas em dividendos.
Foram meses de liderança, quase sempre isolada.
Mas as ações da Taesa perderam espaço para outros papéis considerados mais atrativos. A XP, por exemplo, trocou a distribuidora pela Petrobras.
“Decidimos trocar Taesa por Engie, que, menos alavancada, poderá continuar distribuindo proventos recorrentemente sem comprometer sua situação financeira”, destacaram os analistas da corretora Ativa em relatório.
A Engie, aliás, que havia entrado na seleção apenas em fevereiro, galgou degraus.
Em março, divide a liderança das recomendações com os papéis da Vale – que, distribuindo proventos generosos, chama atenção do mercado há tempos.
Já entre os fundos imobiliários, nenhuma ação entrou nem saiu da lista das mais recomendadas.
No entanto, houve mudança de posição.
Desta vez, os dois FIIs mais sugeridos são do setor de logística, um da gestora Bresco e outro do BTG Pactual.
“Apesar de mantermos todos papéis que já integravam esta carteira, o peso de cada um foi alterado de forma a permitir a inclusão de mais um ativo. Com isso, elevamos o peso do segmento de logística desta carteira para 40%”, diz Richardi Ferreira, analista do BB Investimentos.
O setor logístico também está no radar de Daniel Marinelli, responsável pela carteira do BTG Pactual, que prevê elevação da demanda e da oferta de imóveis do segmento.
Além disso, o analista se apega à atual temporada de reavaliação dos imóveis, que aponta aumento no valor contábil dos imóveis.
Os galpões logísticos registraram a maior variação, com média de 3,6%.
expresso.arq sobre artigo de Mariana Segala


