A beleza dos pisos de pedra

O estudo das rochas permite o entendimento da formação do nosso território.

Seus tipos, os desenhos formados, as camadas, revelam a história.

Junto à atmosfera e à hidrosfera, a litosfera é um dos grandes elementos do sistema terrestre, que recebe a biosfera.

A camada sólida mais externa dos planetas é constituída por pedras e solos e, quanto às pedras, há diversas formas de classificá-las. A mais comum é separá-las por conta dos seus processos de formação, como ígneas, sedimentares ou metamórficas.

Enquanto as rochas sedimentares constituem cerca de 5% da crosta terrestre, os restantes 95% são de rochas ígneas ou metamórficas.

Por conta de sua durabilidade e resistência, juntamente aos seus desenhos variados e cores, as pedras têm sido utilizadas como materiais de construção e revestimento há centenas de anos.

Para os pisos, a pedra permanece sendo uma opção nobre e elegante, que além de possuir uma alta inércia térmica e estabilidade estrutural, agrada a muitos por conta da textura agradável ao toque.

Rochas ígneas

© LesPalenik (shutterstock)

As rochas ígneas ou magmáticas originam-se da solidificação do magma e constituem formações geológicas altamente resistentes e com elevado nível de dureza.

Para pisos, as mais utilizadas são o granito e o basalto:

Granito

Residência PS / Jacobsen Arquitetura. Image © Fernando Guerra | FG + SG

Quando o magma se resfria na profundidade, dá origem às chamadas rochas plutônicas ou intrusivas, como o granito.

Sua composição é, sobretudo, dos minerais quartzo, mica e feldspato, podendo ter inclusões de outros minerais.

De acordo com a localização da rocha no globo terrestre, suas cores diferenciam-se.

Como piso, absorve pouca água e permite a criação de peças de grande escala, que podem receber acabamentos polidos ou rústicos.

Basalto

Centro de Artes – Casa das Mudas / Paulo David. Image © Fernando Guerra | FG + SG

O basalto é produto da fusão parcial do manto superior terrestre, sendo um material proveniente de extensos derrames de lava.

Trata-se de um magma mais quente e com menos sílica do que o granito, o que o torna mais fluido, permitindo-o subir mais facilmente à superfície terrestre.

Quando este magma entra em contato com as condições de pressão e temperatura da atmosfera, resfria mais rapidamente, desenvolvendo uma textura mais homogênea e, geralmente, uma cor mais escura.

Para pisos, é uma opção bastante durável, para ambientes internos e externos. 

Rochas sedimentares 

© SAPhotog (shutterstock)

As rochas sedimentares são formadas pela junção de detritos – chamados de sedimentos – da fragmentação de outras rochas, sob temperaturas e pressões relativamente baixas, pela desagregação de rochas pré-existentes seguida de transporte e de deposição dos detritos ou, menos comumente, por acumulação química.

Apresentam porosidade e permeabilidade.

Para pisos, o Arenito e o Calcário são as rochas mais utilizadas:

Arenito

Residencia Vitorino / Vasco Lopes Arquitetura. Image © Fran Parente

O arenito resulta da deposição de areias que, após um processo de compactação e cimentação, se transformam em rochas.

Suas cores, por isso, variam entre o amarelo e o avermelhado.

A superfície é bastante rugosa, o que a torna antiderrapante e atérmica, sendo muito utilizada em áreas externas.

Calcário

Terra Batida Moderna / Kendle Design Collaborative. Image © Winquist Photography

Calcários são rochas sedimentares formadas pelo acúmulo de microorganismos (principalmente as cianobactérias), principalmente em antigos meios marinhos.

Em pisos, o calcário apresenta uma textura mais sedosa, e cores que variam do cinza, rosa e azul.

Mais utilizada em áreas externas.

Rochas metamórficas 

© Walter Bilotta (shutterstock)

Metamorfismo é um processo que envolve mudanças na composição mineralógica, na textura e estrutura de uma rocha, predominantemente no estado sólido.

As rochas metamórficas surgem da transformação das rochas sedimentares ou ígenas, através de processos físico-químicos por conta da umidade, temperatura ou pressão no interior da litosfera.

Para a utilização em pisos, as mais tradicionais são o quartzito e o mármore

Quartzito

Casa da Lagoa / Brasil Arquitetura. Image © Eduardo Beltrame

Geralmente de cor branca ou cinza, é composta quase inteiramente de quartzo, formada quando arenitos ricos em quartzo são submetidos a um aumento de pressão e temperatura.

Trata-se de uma pedra extremamente dura e impermeável.

Mármore

Barcelona Pavilion / Mies van der Rohe. Image © Gili Merin

O mármore, por sua vez, se forma quando o calcário é submetido a condições mais altas de pressão e temperatura, sendo composto principalmente de calcita e/ou dolomita.

O mármore, como piso, é uma opção bastante elegante.

Mas por ser mais permeável que o granito, pode acabar manchando facilmente e gastando em locais de alto tráfego.

Ardósia

Project Nymph / Zen Architects. Image © Derek Swalwell

A ardósia forma-se a partir da argila sob alta pressão e temperatura, e apresenta-se em finas lamelas, de alta resistência.

Sua aparência é bastante homogênea, em tonalidades do cinza ao preto, com exemplos esverdeados.

Para pisos externos deve ser utilizada com cuidado, pois pode tornar-se escorregadia, além de reter mais calor do que as rochas claras.

Outra questão importante a se levar em conta, ao trabalhar com o material, é que ela lasca mais facilmente que outras pedras.

Expresso.arq sobre artigo de Eduardo Souza

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