Crescimento nos preços de imóveis desacelera em janeiro

De acordo com a pesquisa feita pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), o crescimento que vinha sendo observado nos preços dos imóveis sofreu uma queda em janeiro.

Considerando dez capitais no país, a variação dos preços no primeiro mês do ano foi de 16,77% — um aumento médio de 0,86% em relação a dezembro, que teve alta de 1,25% na comparação com novembro e fechou o índice com 16,25% de variação.

A variação acumulada em 12 meses, por sua vez, aumentou ligeiramente ao considerar os números de janeiro e dezembro.

Os resultados são do IGMI-R (Índice Geral de Preços do Mercado Imobiliário), da Abecip.

Todas as cidades analisadas tiveram indicadores com variações positivas para o mês.

Em São Paulo, o preço médio dos imóveis residenciais novos se elevou 0,81% em janeiro, acumulando uma variação de 21,05% em 12 meses – mantendo-se praticamente estável ante os 21,09% registrados nos 12 meses até dezembro.

Na comparação com dezembro, os maiores aumentos além de São Paulo foram na cidade de Salvador, que fechou com variação de 1,79%.

Logo em seguida, vêm Rio de Janeiro (1,03%), Brasília (0,94%), Goiânia (0,79%), Curitiba (0,64%), Porto Alegre (0,52%), Belo Horizonte (0,42%), Fortaleza (0,28%) e Recife (0,18%).

Já no acumulado de 12 meses, além de São Paulo, os maiores aumentos são do Rio de Janeiro (17,81%), seguido de Brasília (16,94%), Curitiba (13,76%), Salvador (13,33%), Porto Alegre (13,08%) e Goiânia (12,70%). Na sequência, vêm Belo Horizonte (8,71%), Fortaleza (8,20%) e Recife (6,97%).

De acordo com o indicador, as variações dos valores dos imóveis residenciais de sete entre as dez capitais analisadas pelo IGMI-R em janeiro ainda mostram ganhos reais no primeiro mês de 2022.

Segundo a Abecip, a evolução desses números ao longo do ano permanece sujeita a um cenário de incertezas, dada a dinâmica do nível de atividade econômica, a política monetária voltada para o combate da inflação e a massa de rendimentos reais que ainda não apresenta reação significativa.

expresso.arq sobre artigo de Naíza Ximenes

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