Quando trocar ou fazer a manutenção das esquadrias?

Em projetos de retrofit de edifícios verticais ou casas, um dos elementos normalmente verificados e considerados para uma possível substituição são as esquadrias.

Ou porque são muito antigas, ainda de aço e pesadas, ou por apresentarem patologias de correção onerosa.

Mas, no dia a dia, por seu elevado valor em relação ao custo total da obra, o ideal é monitorar seu desempenho e atuar na manutenção dos componentes desgastados ou danificados.

“Quando falamos em esquadrias de alumínio, temos um produto eficiente e com ótima longevidade decorrente das propriedades do metal”, defende Luis Claudio Viesti, diretor-executivo da LM Viesti – Assessoria e Treinamentos, que qualifica esses caixilhos como produto de fácil conformidade com as normas técnicas.

Independentemente do material – aço, alumínio, PVC ou madeira –, a norma técnica de desempenho NBR 15575 indica para as fachadas vida útil mínima de 40 anos e máxima de 60 anos.

E estabelece que as esquadrias entre vãos devem alcançar entre 20 e 30 anos.

“Já avaliamos por aí que as esquadrias são duradouras, desde que façamos as manutenções preventivas ou corretivas, de acordo com períodos pré-estabelecidos”, afirma.

No caso das esquadrias de alumínio, produto amplamente adotado pela construção civil, é comum que o contrato de fornecimento estabeleça os cuidados e procedimentos de inspeção. Esse roteiro está previsto no “Manual de uso e conservação” que, se obedecido fielmente, assegura o desempenho e a vida útil projetados.

“O compromisso do consumidor com a manutenção das esquadrias deve ser semelhante ao que ele dedica ao seu carro, de acordo com o manual que as montadoras entregam junto com o veículo”, compara Viesti.

PATOLOGIAS

A infiltração da água da chuva pelas janelas penetra e cria mofo nas paredes, causando danos à saúde dos moradores.

Essa patologia pode ter várias causas, com destaque para o chumbamento inadequado do contramarco com frestas de massa; interface do contramarco com a alvenaria; e instalação das pedras de peitoris das janelas fazendo com que a água infiltre.

“É preciso, em primeiro lugar, verificar de onde vem o vazamento, da esquadria ou de sua instalação”, diz.

As soluções vão desde a retirada da janela para uma nova intervenção na vedação do contramarco, reinstalando-a em seguida, até a sua troca quando confirmados sérios vícios de fabricação.

“A produção de uma esquadria passa por várias etapas, exigindo cuidados de vedação entre os perfis e cortes de ângulos (45º ou 90º) que devem ser perfeitamente ‘encaixados’ e selados, evitando frestas que poderão causar futuras infiltrações. As guarnições e encaixes dos vidros também devem ser executados de forma eficaz, para evitar movimentações e deslocamentos”, explica Viesti.

Há, também, os defeitos que podem causar a entrada de água no ambiente, porém podem ser corrigidos.

Um dos mais comuns é quando os rasgos de drenos nos trilhos inferiores não foram feitos, ou foram, mas de forma errada, instalados sob as folhas e não intercalados.

Guarnições mal inseridas, principalmente borrachas que fazem a vedação entre o vidro e o caixilho, quando forem curtas ou interrompidas, facilitam a entrada da água da chuva, com a força do vento.

“Mesmo que a janela não apresente problemas, mediante uma tempestade, o ideal é o usuário fechar e travar suas folhas, para que haja a solidarização do conjunto”, aconselha.

Por fim, os caixilhos podem apresentar danos irreparáveis, como o amassamento dos perfis de alumínio e defeitos no tratamento de superfície (pintura e anodização).

A troca da caixilharia é inevitável quando não atinge o desempenho estabelecido em projeto, ou ainda, aquelas de tipologia ultrapassada.

É comum, por exemplo, o condomínio atualizar todas as esquadrias dos apartamentos – de correr, de aço – pelas projetantes em PVC ou alumínio, mais leves, funcionais e de ótimo desempenho acústico e térmico.

No caso de vãos muito amplos, será preciso avaliar, em projeto, as condições técnicas dessa escolha.

Inclusive os aspectos arquitetônicos e estruturais do edifício, e as exigências dos ambientes em relação à iluminação, ventilação e cargas de vento.

expresso.arq sobre artigo de Hosana Pedroso

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