Você sabia? Existe um banheiro escondido na Torre Eiffel (e ele é incrível)
Você sabia que a Torre Eiffel tem um banheiro vermelho? Há um século e um ano, nos despedimos de um dos arquitetos mais famosos da história, o extravagante Gustave Eiffel. Nascido em 1832 em uma família trabalhadora (seu pai era soldado e sua mãe vendia carvão), o seu destino tomou um rumo inesperado devido a uma briga entre os pais. Então, ao invés de herdar a fábrica do tio, decidiu se dedicar à metalurgia. Seu primeiro projeto, em 1858, foi a construção de uma ponte para a ferrovia Saint-Germain em Paris, que marcou o início de seu próprio estilo, definido por experimentação e transgressão.
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Alguns anos depois, em 1881, por conta do centenário da Declaração de Independência dos Estados Unidos, Eiffel foi contratado para projetar a Estátua da Liberdade. Foi com este símbolo do bom relacionamento entre os dois países que o engenheiro conheceu uma técnica que mais tarde utilizaria na sua obra mais famosa: a Torre Eiffel.
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A protagonista da nossa história foi erguida para comemorar o centenário da Revolução Francesa e, embora não tenha sido isenta de controvérsias devido aos custos excessivos que a acompanharam, o passar do tempo deu razão ao seu criador. A torre foi escolhida como vencedora entre 107 propostas enviadas para o concurso lançado pelo Journal Officiel de la République Française, dando a Eiffel, ao arquiteto Stephen Sauvestre e aos engenheiros Maurice Koechlin e Emilie Nouguier a oportunidade de construir um prodígio metálico. Dois anos, dois meses e cinco dias depois, em 1889, o mundo recebeu a lendária torre de 300 metros de altura.
Por mais estranho que pareça, o monumento mais visitado e fotografado do planeta – não é à toa que recebe mais de 7 milhões de visitantes por ano – não foi concebido com uma cor definida e, por isso, como a maioria dos projetos de Eiffel, foi pintado de vermelho. Um tom padrão que ajudava a prevenir a oxidação e que, com o tempo, mudaria para um amarelo suave que o destacava melhor contra o céu azul. Em uma das tarefas de conservação realizadas periodicamente, a Prefeitura de Paris conseguiu, ao remover parte de sua superfície, encontrar as diferentes tonalidades com as quais ela foi repintada ao longo das décadas, encontrando até mesmo o ocre mostarda escolhido pelo engenheiro em 1907, quando foi decidido que a obra se tornaria o emblema da cidade.
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Surpresa após surpresa
Essas tarefas de manutenção e restauração são, de fato, uma constante para a Dama de Ferro. Há onze anos, em 2013, realizou-se o primeiro grande projeto de modernização do ícone parisiense. E foi feito com uma importante novidade: uma homenagem oculta. A empresa de design Roca encantou milhares de turistas ao projetar um banheiro vermelho na Torre Eiffel, que lembra aquele primeiro tom e evoca a paixão e a energia da cidade. O arquiteto Alain Moatti, responsável pelo projeto, escolheu a pia Antuérpia e o vaso sanitário Meridian (na sua versão suspensa) para recriar o contraste entre curvas e linhas retas que tanto caracteriza a forma do emblema. No pavilhão Ferrié, os mictórios Site, na cor carmesim forte e com sistema de descarga eletrônica Sentronic, são o centro das atenções.
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“Estamos orgulhosos de que, após uma década, nossos banheiros ainda façam parte de um lugar tão emblemático como a Torre Eiffel. Esperamos que os visitantes que vierem a Paris neste verão, especialmente para os Jogos Olímpicos, visitem nossos espaços e desfrutem deles”, afirma Anna Maresch, diretora de marketing, comunicação e produto do Grupo Roca.
Já sabe, da próxima vez que for visitar o monumento, não se esqueça de passar no banheiro!
expresso.arq com informações de Marina P Asins


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