Projeto SOLAR leva à periferia de Curitiba energia de fontes renováveis para iluminação pública

A vila 29 de Março, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), foi uma das duas regiões brasileiras contempladas pelo fundo da Action Fund Brazil para receber investimentos de combate à desigualdade climática.

A Ambiens Sociedade Cooperativa, uma cooperativa local, ficou a cargo do projeto — um trabalho de um ano e três meses neste que é um dos bairros mais vulneráveis da cidade.

O outro projeto foi implementado em Porto Alegre (RS).

© Maicon William/Ambiens

Segundo a coordenadora do Projeto Solar – Sustentabilidade para Todos, Adriane Ferreira, é possível desenvolver este trabalho em qualquer contexto da cidade, mas há motivo para começar na CIC.

“Quando há eventos extremos, como chuvas fortes e alagamentos, os primeiros afetados são as pessoas que moram em vilas com características de vulnerabilidade social. O Projeto Solar tem o objetivo de mitigar esses problemas primeiro aqui”, conta Ferreira.

© Maicon William/Ambiens

Foram instalados 19 painéis (17 fotovoltaicos e dois térmicos) com capacidade de geração de 7.570 quilowatts-hora ao ano.

Com este sistema, foi possível iluminar 35 postes públicos em toda a 29 de março, além de aquecer um chuveiro na sede comunitária da vila.

Os moradores contam que, com ruas iluminadas à noite, eles se sentem mais seguros. “Eu não saía de casa depois das 6 [da tarde].

“Agora saio, vou à igreja, tranquila”, conta Maria da Silva, moradora.

Além disso, computadores da sede usados por adultos e crianças têm energia estável para funcionar.

Com mobilidade reduzida e uma renda de apenas 100 reais por mês, Dona Maria Gonçalves não tem banheiro em casa.

Poder usar o chuveiro aquecido significa aumento na qualidade de vida dela.

“Eu tomava banho de caneca, aquecia com um rabo quente [ebulidor] e jogava na cabeça. Agora tá bom, chuveiro tem água quente e fria. Eu já prefiro a quentinha”, conta.

© Maicon William/Ambiens

Hoje o sistema off-grid, independente da rede da Copel, garante uma vida útil de cinco anos aos aparelhos.

No futuro, se houver a instalação de uma unidade consumidora da rede elétrica, será possível aumentar a duração para 25 anos.

“Além da maior durabilidade, será possível jogar o excedente da produção de energia solar para a rede elétrica formal”, explica Ferreira.

expresso.arq com informações Ambiens Sociedade Cooperativa

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