RG Único: entenda como vai funcionar a nova Carteira de Identidade
Na última semana de janeiro, Jair Bolsonaro lançou a nova Carteira de Identificação, conhecida como RG Único.
As instituições têm até 3 de março de 2023 para se adequarem à novidade, que passa a valer obrigatoriamente a partir do dia 6 de março de 2023.
Mas, afinal, o que muda com esse decreto?
No novo documento não vão mais constar os números do RG e do CPF, apenas deste segundo, uma vez que é único em todo território nacional e vale para a vida toda.
A ideia é evitar fraudes e falsificações, uma vez que, hoje, uma pessoa pode ter até 27 números de RG e toda vez que perde a carteira precisar gerar um novo.
Por que a mudança?
Além da unificação facilitar as coisas e torná-las mais seguras, o documento terá uma versão digital, que poderá ser consultada através de um QR Code, mesmo que off-line.
Ou seja, será mais difícil falsificar o RG.
Ele também poderá ser usado em viagens internacionais, pois terá o código MRZ (Machine Readable Zone), o mesmo emitido em passaportes.
Apesar disso, o Governo Federal explica que a nova Carteira de Identificação deve ser aceita para entrar em países do Mercosul, mas que não substitui a emissão do passaporte.

O que fazer com o RG antigo?
Por ora, pode continuar com ele.
Isso porque, para pessoas até 60 anos, o documento atual vale por mais 10 anos.
Para a população acima de 60 anos, ele continua valendo por tempo indeterminado.
A primeira emissão da certidão e a renovação da antiga serão gratuitas.
É preciso ter um CPF?
Facilita, mas não é uma obrigatoriedade.
Se você não tiver um Cadastro de Pessoa Física, eles farão um na hora e emitirão na sequência o RG Único.
expresso.arq sobre artigo de Bruna Nunes


