Design usando iluminação como estratégia
Dimensões, texturas e cores não são os únicos fatores a serem considerados ao projetar um espaço.
A escolha da iluminação correta também se eleva como uma estratégia-chave para criar a atmosfera de um projeto.
A iluminação apropriada adiciona novos aspectos ao espaço: dentro do mesmo projeto, diferentes maneiras de aplicar a luz desenvolve diversas situações, brincando com luz e sombra, calor e frieza, além de profundidade e altura.
Através dos produtos de iluminação ilimitados disponíveis nas seções de ‘iluminação interna’ e ‘iluminação externa’ no Architonic, os arquitetos podem brincar com um novo ângulo para aplicar em seus projetos futuros.
A discussão a seguir traz quatro maneiras – orientadores de caminho, iluminação externa, objetos de arte e uma combinação com móveis – nos quais a arquitetura aplica a iluminação como uma estratégia de design.
Orientadores de caminho
Linhas delgadas bem definidas
Com o uso de duas fontes de luz, fluorescentes e LED, o sistema apresenta uma nova maneira de iluminar através de um diálogo integrado e dinâmico com o projeto arquitetônico.
Seja recuada, superficial ou suspensa, a criação de linhas de luz contínua – no mesmo plano ou em um ângulo de 90° – desenvolve um sistema versátil que cria diversas configurações sem interrupções entre piso, parede, teto e espaço interno.
De acordo com as necessidades de design, as performances de iluminação variam de ambiental para iluminação direcional e acentuada.

Listras no teto
A emissão de luz dos módulos de alumínio extrudado desenvolve um sistema de fixação com porcas de asa ajustáveis que se adaptam a várias alturas do forro.
A tela do difusor cria um espaço que brinca com luz e sombra, guiando o caminho no espaço e mantendo uma atmosfera sombria.
Além das formas lineares, o sistema conta com acessórios pré-montados para criar os ângulos desejados.

Lâmpadas difusas
Para tetos e paredes, os sistemas de iluminação difusa permitem destacar momentos do projeto arquitetônico.
Com tiras e opalas de LED flexíveis embutidas, arquitetos e designers orientam o foco e o movimento do usuário através do edifício.

Iluminando o exterior
Juncos brilhantes
Como juncos na água, o sistema de iluminação artificial é colocado em projetos ao ar livre.
Com o objetivo de imitar a natureza, doze fibras ópticas artesanais – cada caule com uma pequena diferença – dá uma impressão de juncos brilhantes.
Arranjados em um gramado, solo pantanoso, lagoas ou em águas rasas, o sistema tem um papel fundamental na iluminação do exterior, mantendo a estética natural.

Nebulosas de pé
Conhecida como nuvens gigantes de poeira interestelar e gás no espaço, as nebulosas refletem e refratam a luz das estrelas.
Aspirando a trazer uma atmosfera espacial para o design, as luzes cobertas de fibra de vidro criam uma iluminação eficiente e funcional.

Esculturas no jardim
Seguindo o layout dos arquitetos, as peças colocadas no espaço fornecem uma luz sutil através de um difusor de metacrilato.
O grande bloco vertical e a cabeça da lâmpada parecem estar separados, deixando uma fenda aberta através da qual o feixe de luz emerge.
Com uma abordagem amigável da paisagem em mente, uma iluminação sutil permite que o usuário desfrute de um jardim noturno sem interromper ou causar brilho. Da mesma forma, as lâmpadas são projetadas em diferentes cores e texturas para se encaixar em seu ambiente.

Iluminação artística
Mesclas de luzes origami
A combinação da arte de dobraduras em papéis com a funcionalidade da luz traz criações artísticas.
Além da organização funcional de um projeto, a arquitetura é capaz de aplicar estratégias de iluminação para criar artes murais enquanto ilumina o espaço.
Com um único ponto de conexão e sem necessidade de incorporar, os designers são livres para criar configurações infinitas de acordo com a proposta do projeto.

Arranjos pendentes
Criando uma distância da iluminação tradicional, que foi determinada e limitada pela posição do ponto de iluminação, as soluções contemporâneas permitem iniciar o processo de design do ponto de vista artístico.
Com um sistema modular independente, formas inovadoras são lançadas, tornando-se um elemento decorativo forte, mas funcional.
Como tal, as barras de alumínio – em diferentes comprimentos – são colocadas na posição mais adequada para seguir o esquema geral do projeto.

Linhas dobráveis no espaço
Ao dobrar e sair do espaço, a configuração das linhas pretas combina ornamentação e funcionalidade.
Os conectores de latão redondos e cúbicos permitem a criação de diferentes arranjos e posições – pendurados, montados na parede, de pé – adicionam, ao mesmo tempo, um contraste de materiais.

Luz e Matéria
Luminária de mesa
Executando funções diferentes ao mesmo tempo, a luz e os mobiliários são integrados a um único corpo.
A incorporação de ambas as atividades economiza espaço para o movimento pela sala enquanto cria atmosferas variadas.
Um módulo de armazenamento com prateleiras ajustáveis combina com o sistema de iluminação, que permanece oculto sob as prateleiras.

Expandindo Usabilidade
Ser capaz de se concentrar em certas áreas é essencial para projetar espaços flexíveis e adaptáveis.
A lâmpada de parede combina a emissão de luz com uma mesa de cabeceira, um design ideal para manter as coisas próximas para os leitores noturnos.

Otimizando os mobiliários
Anexado por um sistema de fixação nas prateleiras, a estratégia ilumina sem interferir no espaço atribuído para a organização do elemento.
A incorporação de fitas de LED flexíveis fornece luz difusa que combina com os móveis dos projetos.

expresso.arq sobre artigo de Camila Prieto | Traduzido por Eduardo Souza


