Como funcionam as tendências de cores para tintas e o que esperar para 2024

O que é tendência? Em linhas gerais, é o movimento para onde caminha a sociedade. Isso pode ser visto nas cores, com as propostas da indústria de tintas, que permeiam as escolhas vistas a cada temporada.

Por essa razão, a cada ano, as agências de tendências e os fabricantes de tintas fazem estudos para captar os caminhos a fim de definir as cores do ano, que acontecem sempre no período anterior ao seu lançamento.

Para 2023, as pesquisas foram feitas em 2022, quando ainda estávamos sob o impacto da Covid-19 e pairava o medo, a insegurança e a volta para dentro de casa. “Portanto, em 2023, a tendência dos tons terrosos e rosados aparece como um regaste, uma volta ao ninho, ao meu chão, à minha casa, como eu quero”, explica o designer de interiores e influenciador Newton Lima, colunista de Casa e Jardim, que debateu o tema na palestra O vendedor de cores, capitaneada pela Sherwin-Williams, na mostra Casas Conceito, no Centro Histórico de Salvador (BA).

A tendência, no entanto, não é impositiva, mas um movimento que reflete nossos sentimentos em vários aspectos – econômicos, sociais e comportamentais –, como uma fotografia do momento.

Para Patrícia Fecci, especialista em cores e gerente de marketing da Sherwin-Williams, estamos saindo de um momento de reclusão e medo, em que ansiávamos por calor humano, o que, naturalmente, leva a um desejo nostálgico e de segurança – daí a tendência dos tons quentes muito em alta há 30 anos –, para um “renascer”.

“A expectativa agora é caminhar para o frescor, já que podemos sair de casa e nos relacionar com as pessoas como antes da pandemia. Por isso, a cor do ano de 2024 deverá ser mais viva e luminosa” prevê a gerente da Sherwin-Williams, que deve lançar oficialmente seu tom em outubro.

Neste imóvel alugado, a pintura das paredes com tom terroso destacou os quadros e outros itens de decoração, transformando a sala de estar. Para o projeto, os moradores contaram com a ajuda de Daniel Virgnio — Foto: Derek Fernandes / Divulgação
Neste imóvel alugado, a pintura das paredes com tom terroso destacou os quadros e outros itens de decoração, transformando a sala de estar. Para o projeto, os moradores contaram com a ajuda de Daniel Virgnio — Foto: Derek Fernandes / Divulgação

Como começar a usar cores em casa

Apesar de o Brasil ser um país de muitas cores, Newton sente que o brasileiro tem receio de incorporá-las no décor. Mas sua utilização pode trazer muitos benefícios. “Elas têm grande influência sobre nossas emoções, percepções e sensações”, afirma Patrícia.

Para ajudar nessa tarefa de introduzir cores em casa, Newton dá algumas dicas:

  • Comece com um pequeno ambiente. O hall de entrada é local de passagem rápida e não de permanência, então se torna mais fácil de acostumar a uma cor vibrante ou fechada, sem enjoar.
  • O lavabo, geralmente, é um ambiente para surpreender os convidados, por isso, vale a pena investir em cores diferentes.
  • Pintar de tonalidades mais intensas uma parede que receberá vários quadros pode ser uma forma de destacar e valorizar as obras de arte.
  • Cores podem ser uma forma de delimitar ambientes, principalmente em apartamentos integrados com medidas enxutas. Assim, em uma mesma parede, os tons definem onde termina o living e começa o quarto, por exemplo.
  • Pintar a parede de fundo de estantes vazadas e nichos pode ser um bom recurso para dar vida a esses espaços, com contraste de tons e jogos de luz e sombra.
  • Cores mais claras relaxam; mais escuras, acolhem. Portanto, é preciso ter em mente qual a sensação desejada para cada espaço. Para quem tem medo de ousar e pintar um ambiente inteiro em um tom mais fechado, a dica é começar com uma parede.

expresso.arq sobre artigo de Rosana Ferreira

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