Mãos ressecadas por causa do álcool em gel? Veja o que fazer

O álcool em gel a 70% tem sido um aliado nas medidas de prevenção do coronavírus.

Não há dúvidas de que ele é extremamente eficiente na higienização das mãos.

Entretanto, seu uso excessivo, isto é, acima de seis vezes por dia, pode causar ressecamento e rachaduras na pele.

O dermatologista Franklin Veríssimo explica que isso acontece porque a substância em excesso destrói as camadas de proteção da pele, desidratando-a.

Esse ressecamento pode causar dermatites e ferimentos.

Mas é possível amenizar esses efeitos ou até mesmo preveni-los.

Como evitar o ressecamento das mãos?

Os especialistas indicam que a preferência sempre deve ser por lavar as mãos com água e sabonete, principalmente se a pessoa estiver em casa.

“O uso com frequência de álcool em gel nas mãos deve ser apenas quando não se tem acesso para um local de lavá-las”, afirma o dermatologista Paulo Criado,

Coordenador do Departamento de Medicina Interna da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Quando usar álcool em gel, aguarde até as mãos secarem completamente e em seguida aplique um hidratante específico para esta área.

“O hidratante ajuda a manter íntegra a camada mais superficial da pele, a camada córnea, diminuindo significativamente a ocorrência de rachaduras e dermatites”, ressalta a dermatologista Fabiana Seidl.

Hidratantes que possuem glicerina e óleos vegetais na fórmula têm alto poder de hidratação.

Caso a pele esteja muito ressecada, vale optar por um produto que contenha uréia.

O especialista Franklin Veríssimo pondera que outros ativos como a alantoína, o aloe vera, as ceramidas, D-Pantenol (Pró-vitamina B5), a vitamina E e o ácido hialurônico ajudam a hidratar e alguns deles possuem funções adicionais.

No caso de quem tem a pele mais sensível, o dermatologista Paulo Criado indica usar um hidratante que não tenha perfume, conservante e corante para não causar ainda mais sensibilidade alérgica.

Pessoas com pele sensível: O que fazer?

Idosos e crianças são exemplos de pessoas que têm a pele mais fina e sensível.

Neste caso, até a lavagem da mão com frequência pode ser um problema, imagine o álcool em gel excessivo.

Pensando em amenizar este problema, algumas pessoas optam por mandar fazer álcool em creme manipulado.

Porém, essa opção é quase impossível quimicamente.

“O creme é uma mistura de água com óleo e os óleos não são bons veículos para suportar o álcool”, explica Paulo.

Assim sendo, por essa medida não ser farmacologicamente adequada, o ideal é não fazer uso do produto manipulado, principalmente na prevenção do coronavírus.

Na impossibilidade de lavar as mãos, o álcool em gel a 70% continua sendo uma alternativa, mas a dica é não exagerar no uso diário.

Expresso.arq sobre artigo de Raisa Cavalcante

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