Energia solar distribuída atinge 5 milhões de imóveis no Brasil
Em março de 2025, a geração distribuída de energia solar no Brasil alcançou 5 milhões de imóveis, um aumento de 42,86% em relação ao ano anterior, conforme dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). Com esse avanço, a potência instalada da modalidade chegou a 37,4 gigawatts (GW), elevando a capacidade total da fonte solar no país para 55 GW quando somadas as grandes usinas conectadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
Esse crescimento consolidou a energia solar como a segunda maior fonte de energia do Brasil, que responde por 22,2% da matriz energética do país. Ela fica atrás apenas das hidrelétricas, que representam 44,6%, e supera a participação da energia eólica, com 13,4%. Desde 2012, o setor movimentou mais de R$ 251,1 bilhões em investimentos, gerou 1,6 milhão de empregos e arrecadou R$ 78 bilhões em impostos. As residências representam a maior parte das unidades consumidoras com geração própria (69,2%), seguidas por comércios (18,4%) e propriedades rurais (9,9%). Minas Gerais lidera em número de instalações, seguido por São Paulo e Rio Grande do Sul.
Quais os desafios?
Entre janeiro e março de 2025, uma forte onda de calor impulsionou a demanda por eletricidade, estimulando a instalação de mais de 147 mil novos sistemas solares, que adicionaram 1,6 GW à rede e atenderam aproximadamente 228,7 mil imóveis. Apesar da expansão acelerada, o setor enfrenta desafios, como a falta de compensação para os cortes compulsórios na geração, o que gera insegurança para investidores. Além disso, há dificuldades na conexão de pequenos sistemas à rede elétrica, muitas vezes barrados sem estudos técnicos que comprovem impactos negativos na infraestrutura.
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Vale o investimento?
Mesmo com a evolução significativa, a geração solar distribuída ainda representa apenas 5% das 93,9 milhões de unidades consumidoras conectadas ao mercado cativo de energia no Brasil. A queda de mais de 50% nos preços dos painéis solares nos últimos dois anos tem impulsionado a adoção desses sistemas, tornando o cenário favorável para novos investimentos. Para superar desafios regulatórios e ampliar o acesso à energia solar, a Absolar defende a aprovação do Projeto de Lei nº 624/2023, que propõe o Programa Renda Básica Energética (Rebe).
O custo para instalar um sistema solar residencial varia de R$ 10.000 a R$ 30.000, dependendo do tamanho da estrutura e do consumo energético do imóvel. O retorno financeiro costuma ocorrer entre 3 e 7 anos, conforme a localização e o perfil de uso da eletricidade. Especialistas alertam que mudanças tributárias previstas para 2025 podem elevar os custos de instalação, mas reforçam que, a longo prazo, a energia solar continua sendo uma opção econômica e sustentável, reduzindo gastos com eletricidade e promovendo benefícios ambientais.
expresso.arq com informações de CasaVogue


