Casas de container para pessoas em situação de rua em São Paulo

Unidades modulares vão abrigar moradores em situação de rua na capital paulista.

O projeto batizado de Vila Reencontro teve início no bairro Bom Retiro – porém o terreno previsto está em análise por possível contaminação do solo – e agora se estende para a rua Ladeira da Memória, próximo à estação Anhangabaú do Metrô, no centro da cidade.

Por meio da Smads (Secretaria Municipal de Assistência Social), a iniciativa consiste em ceder moradias provisórias feitas de contêineres, ou seja, são casas modulares metálicas.

Cada casinha tem área de 18 m² e possui quarto, cozinha e banheiro e pode abrigar até quatro pessoas.

As paredes e forro são fabricados com material antichamas para isolamento térmico e acústico.

© Marcelo Pereira | Secom

No caso do Bom Retiro, a promessa é de 350 casas, e, segundo o prefeito Ricardo Nunes, o espaço servirá duas mil refeições por dia e terá uma UBS (Unidade Básica de Saúde).

As unidades vão ocupar uma área de 16 mil m².

Entretanto, a área passa por um processo de averiguação do solo, uma vez que ali funcionava uma usina de asfalto.

Já no ponto do Anhangabaú, o terreno é de propriedade do município e a ideia é ter 41 casas modulares com capacidade para acolher até 160 pessoas em situação de vulnerabilidade social.

O projeto prevê ainda a instalação de cozinha comunitária, refeitório, brinquedoteca, lavanderia, horta social, além de espaços para atendimentos socioassistenciais.

O projeto é inspirado no modelo conhecido como Housing First (Moradia Primeiro), criado em países da Europa e nos Estados Unidos, cujo princípio é garantir que a população em situação de rua tenha acesso imediato à moradia.

© Marcelo Pereira | Secom

Quem tem direito

As unidades serão destinadas prioritariamente a famílias – com ou sem crianças – e idosos, que estejam vivendo em condição de rua há menos de dois anos.

A Smads vai utilizar as informações do CadÚnico (base de dados do Governo Federal sobre renda familiar) e dados cadastrais próprios, como o SISRUA, a fim de estabelecer critérios para o acolhimento na Vila Reencontro.

© Marcelo Pereira | Secom

Entre as diretrizes já previstas está o fato de que cada família poderá permanecer nas moradias transitórias por um período entre 12 e 18 meses, além disso, “devem participar de capacitações profissionais e outros atendimentos sociais com o objetivo de ganho de autonomia”, informa a Smads em nota.

expresso.arq sobre artigo de Márcia Souza

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