Edifício inspirado no modernismo traz obra do Estúdio Campana na fachada

O edifício Amira foi inspirado nas linhas modernistas da casa que já existia no terreno
O edifício Amira foi inspirado nas linhas modernistas da casa que já existia no terreno — Foto: MDGP / Divulgação

A cidade de Curitiba, no Paraná, ganhará a sua primeira escultura do Estúdio Campana, que ficará aberta ao público no jardim em frente ao empreendimento Amira, na construtora MDGP, localizado no bairro do Cabral.

Segundo o designer Humberto Campana, que está desenvolvendo o projeto, para compor a obra de arte serão usados materiais locais, destacando o apelo sustentável do projeto. A ideia da escultura, que ficará do lado de fora do edifício, é poder ser vista e tocada por quem passa na rua.

A garagem do Amira é aberta ao térreo e possui uma praça com jardim — Foto: MDGP / Divulgação
A garagem do Amira é aberta ao térreo e possui uma praça com jardim — Foto: MDGP / Divulgação

“Será uma intervenção que considerará o entorno do empreendimento, o fluxo de pessoas e o imaginário Campana a partir da escolha dos materiais, o ponto de partida para todos os projetos do estúdio”, destaca Humberto.

O novo edifício ficará em um terreno arborizado, que abrigava uma antiga casa modernista. Conforme o arquiteto Pablo Slemenson, do escritório PSA Arquitetura, responsável pelo projeto arquitetônico do Amira, o desenho do prédio buscou trazer a essência deste imóvel, marcando a história do local.

Os brises de madeira em formatos geométricos trazem um elemento artístico à fachada — Foto: MDGP / Divulgação
Os brises de madeira em formatos geométricos trazem um elemento artístico à fachada — Foto: MDGP / Divulgação

Elementos que marcam a arquitetura modernista, como as linhas retas, os tijolos, o concreto aparente, os pilotis, o recuo frontal e uma grande integração com a calçada e o entorno, por meio de muros de vidro, farão parte do projeto. Outro destaque são os brises geométricos de madeira, que trazem mais um elemento artístico à fachada.

A garagem do Amira possui luz natural e áreas verdes, integrando-se ao térreo — Foto: MDGP / Divulgação
A garagem do Amira possui luz natural e áreas verdes, integrando-se ao térreo — Foto: MDGP / Divulgação

O projeto também foi inspirado na imensa área verde do terreno, trazendo jardins nas varandas, no térreo e até na garagem. A farta vegetação nativa ajudou até a compor o nome do empreendimento, já que Amira, em hebraico, significa “copa de árvore”.

“Ao chegar no terreno, fomos surpreendidos por uma vegetação existente maravilhosa. Árvores com copas grandes, bem formadas e espécies nativas. Foi inspiração para o nosso projeto”, conta o paisagista Marcelo Faisal.

A área da garagem, normalmente um espaço fechado e apático no subsolo, ganhou um projeto especial, abrindo-se para o térreo por um grande vão sustentado por pilotis. A área abriga um jardim com vegetação suspensa e iluminação natural.

O Amira homenageia a antiga casa modernista que havia no terreno onde será construído — Foto: MDGP / Divulgação
O Amira homenageia a antiga casa modernista que havia no terreno onde será construído — Foto: MDGP / Divulgação

“O grande diferencial desse projeto é, com certeza, o vazio central, no coração do edifício, cuja arquitetura nos permitiu desenhar uma praça com jardim, transformando esse ambiente de estacionamento, que normalmente é um lugar inóspito, em um lugar de convívio e também de contemplação”, avalia Marcelo.

As vagas de estacionamento da garagem ficam ao redor desse vão central e são cobertas pelo jardim do térreo e também por uma marquise criada pela própria projeção do edifício sobre o vão. “A luz penetra através desse jardim, que se integra ao primeiro subsolo e ao térreo, criando assim uma incrível iluminação natural”, destaca Pablo.

Os pilotis, as linhas retas e o concreto aparente marcam o projeto inspirado no modernismo — Foto: MDGP / Divulgação
Os pilotis, as linhas retas e o concreto aparente marcam o projeto inspirado no modernismo — Foto: MDGP / Divulgação

Os interiores do edifício, que contam com apartamentos residenciais de 215 a 415 m², terão projeto do arquiteto Jayme Bernardo e priorizarão materiais sustentáveis e de fabricantes locais.

“Desta forma, proporcionamos economia e agregamos valor com acabamentos originais, honestos em sua aparência e composição. Temos pedras naturais, concreto, tecidos sustentáveis e madeira cerificada”, fala Glei Tomazi, um dos responsáveis pela obra.

expresso.arq com informações de Ana Sachs

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