Iphan disponibiliza livro digital sobre as unidades de vizinhança de Brasília, com as famosas superquadras
Há muitas qualidades arquitetônicas e urbanísticas que justificam a inscrição de Brasília na lista de Patrimônio Cultural da Humanidade da Unesco, e talvez a invenção das superquadradas seja um dos mais negligenciados.
Módulo estruturador do setor habitacional proposto por Lucio Costa, a superquadra não se presta apenas à moradia; é parte de um todo maior, a cidade moderna, contribuindo para a fruição, harmonia e convívio entre seus habitantes.
Com o objetivo de homenagear esta forma de habitar a cidade, o Iphan elaborou a publicação A invenção da Superquadra, de autoria de Marcílio Mendes Ferreira e Matheus Gorovitz.
O livro, disponível gratuitamente para download em formato digital, conta com textos de Lucio Costa e outros autores, entrevistas, desenhos técnicos, e extenso registro fotográfico de Joana França.

“Para conciliar a escala monumental, inerente à parte administrativa, com a escala menor, íntima, das áreas residenciais, imaginei as Superquadras” — Lucio Costa
Para Costa, “os interesses do homem como indivíduo nem sempre coincidem com os interesses desse mesmo homem como ser coletivo“, assim, recai sobre o urbanista a tarefa de resolver esta contradição fundamental.
As superquadras, organizadas em grupos formando unidades de vizinhança, foram parte da resposta dada pelo urbanista ao planejar a nova capital da República no planalto central.

Acesse o documento disponibilizado pelo Iphan e conheça um pouco mais sobre as superquadras de Brasília.
expresso.arq sobre artigo de Romullo BarattoC


