Depois de arranha-céus em Balneário Camboriú, FG Empreendimentos estrutura banco e lança consultoria

A orla de Balneário Camboriú, no litoral norte de Santa Catarina, é conhecida por um número elevado de prédios gigantes, superando algumas centenas de metros de altura. Na corrida dos arranha-céus, a FG Empreendimentos tem levado a melhor. É a dona do edifício mais alto da América Latina, o One Tower, com 290 metros e 84 andares.

O portfólio da incorporadora e construtora com mais de 30 anos de mercado reúne ainda outros cinco edifícios cuja altura supera os 200 metros. Mas o projeto mais ambicioso ainda está para sair do papel: a Triumph Tower. O edifício deve chegar a quase 550 metros. 

Desenvolvida em parceria com a Havan, a construção, na Barra Sul do município, deve levar o título de maior prédio residencial do mundo. O edifício que ocupa esse lugar hoje é o Steinway Tower, em Nova York, de acordo com o ranking internacional The Skyscrapper Center. 

O lançamento do projeto está previsto para este segundo semestre — a depender das condições de mercado. Caso se concretize, a expectativa na FG é de que eleve as vendas (o VGV, valor geral de vendas) para R$ 2 bilhões neste ano. Em 2023, a construtora fechou com R$ 1,28 bilhão. 

As novas apostas da FG

Entre elogios e críticas à corrida pelas edificações elevadas, a construtora tem alcançado números superlativos. Bem distantes do início da carreira de Francisco Graciola, o patriarca da família que deixou a vida de parcos recursos do interior catarinense para buscar melhores condições e começou a empreender nos anos 1970 com uma barbearia e lanchonetes. 

Mas a FG não quer parar por aí. Depois de avançar ocupando os céus de Balneário Camboriú, a empresa começa a abrir novos horizontes. Os primeiros negócios são uma consultoria e uma instituição financeira.  

Na primeira frente, a intenção da FG com a consultoria, a FG Talls é levar o modelo de prédios gigantes a outras partes do país e da América Latina.  

“Nós queremos vender esse conhecimento de prédios altos para o mercado. Toda a parte de viabilidade de projetos, estudos tecnológicos e parceria que temos, nós vamos disponibilizar”, afirma Jean Graciola, empresário que comanda desde 2012 a holding fundada pelo pai. 

De acordo com o executivo, com as mudanças do plano diretor em várias cidades pelo país, permitindo construções mais elevadas, a operação deve escalar rapidamente.

O foco é no crescimento, mas sustentável e com desempenho financeiro sustentado (FG Empreendimentos/Divulgação)

“Este é um projeto bem ambicioso e um negócio que vai explodir. Nós já temos contratos assinados e estamos falando com empresas de São Paulo, Paraná e também na América Latina”, diz.

A operação foi costurada em sociedade com Fatih Yalniz, vice-presidente de estruturas da WSP e mente por trás de edificações em Nova York, como o One World Trade Center e o 432 Park Avenue.

Nasceu dentro de uma área recém-criada na FG, a diretoria de expansão, com apenas seis meses de vida. É lá também que a holding começa gesta o seu banco digital, o FG Bank. “Eu digo que nós estamos na metade do caminho agora”, diz Graciola. 

A projeção do empresário é de que o serviço estará operacional no prazo de até dois anos. No plano, está a ambição é atender tanto os clientes da construtoras quantos consumidores finais, como funcionários e fornecedores. 

Com a instituição de pé, um dos projetos é chegar ao financiamento dos imóveis em até 360 meses dentro de casa. Atualmente, a FG disponibiliza, no máximo, 120 vezes, com caixa da FG Brasil Holding. O tíquete médio dos imóveis está em R$ 8 milhões.

“Além disso, eu tenho também caixa muito grande, superalto. Eu quero colocar tudo lá dentro, até para poder abrir fundos e começar a trabalhar com esse dinheiro internamente”, diz Graciola. Segundo o executivo, a empresa tem uma carteira de recebíveis com cerca de R$ 3,6 bilhões. Além disso, é dona de terrenos que equivalem 3,5 milhões de metros quadrados e com potencial de alcançar um VGV (Volume Geral de Vendas) em torno de R$ 80 bilhões quando construídos. 

Os novos negócios estão conectados com o anseio da empresa para dobrar de tamanho nos próximos anos. “O foco é no crescimento, mas sustentável e com desempenho financeiro sustentado. Eu não quero baixar essas margens de lucro líquido, hoje na casa de 34%”. 

expresso.arq com informações de Marcos Bonfim

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