Tratar seu cão como um bebê humano pode prejudicar a saúde dele

De acordo com especialistas veterinários do Reino Unido, tratar um cachorro como se ele fosse um bebê humano pode estar prejudicando a saúde dele.

Tratar seu cão como um bebê humano pode prejudicar a saúde dele; entenda (Foto: Helena Lopes/Unsplash)© Fornecido por Pet é Pop

O grupo de profissionais e acadêmicos veterinários do Reino Unido que fazem campanha contra o tratamento médico excessivo, chamado EthicsFirst, alertou que a tendência está resultando em dietas equivocadas e procedimentos desnecessários.

Eddie Clutton, professor de anestesiologia veterinária na Universidade de Edimburgo, disse que a “disneyficação” dos animais pode causar problemas como ansiedade, superaquecimento, obesidade, desnutrição e dores nas articulações.

Os animais são capazes de experiências emocionais tremendas, mas não as experimentarão da mesma maneira que os seres humanos.

“Eles experimentam a vida em tempo real”, afirmou o cofundador da EthicsFirst.

“As pessoas não aceitam o fato de que, aconteça o que acontecer, seu cão vai morrer antes delas. Em vez disso, há uma tendência a tratá-las como uma criança e fazem o possível para impedir que o animal morra”, explicou Polly Taylor, membro da EthicsFirst e do Conselho Europeu de Especialização Veterinária.

Carrinhos de bebê, colônia para animais de estimação, xampus, fraldas e produtos para refrescar o hálito também estavam entre as práticas cada vez mais populares desencorajadas em um relatório conjunto de pesquisadores da Universidade de Pisa, na Itália, e da Universidade Autônoma Metropolitana da Cidade do México.

Vestir os cães com macacões pode impedir a capacidade de um cão de regular sua própria temperatura enquanto segurar ou carregar animais de estimação por períodos prolongados pode causar obesidade, inflamação das articulações e prejudicar sua capacidade de lidar com o ambiente, levando à ansiedade.

“Em casos extremos, animais não humanos podem ser considerados humanos ‘pequenos’ ou ‘modificados’ e as necessidades humanas podem ser projetadas neles. Alguns são tratados como crianças ou amigos substitutos”, acrescentou ela.

expresso.arq com informações de Pet é Pop

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