Como fazer um jardim gastando pouco? Confira dicas de paisagistas!
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_a0b7e59562ef42049f4e191fe476fe7d/internal_photos/bs/2022/H/O/igBNPmSbm06pvh5SecyA/j.vilhora-2276.jpg)
Áreas externas abraçadas por uma mini-floresta. Maciços de espécies tropicais e exóticas. Fachadas cobertas por jardins verticais.
Sem dúvida, o mercado de paisagismo cresceu muito nos últimos anos, mantendo-se aquecido no pós-pandemia com a contínua procura por espaços verdes em casas e apartamentos. Infelizmente, a implantação de grandes jardins ainda gera altos custos e costuma exigir obras de infraestrutura hidráulica e elétrica.
Isso não significa que você deva esquecer o sonho de um lar repleto de plantas! Criar um jardim gastando pouco é possível, desde que as expectativas do morador estejam alinhadas ao orçamento.
Segundo a arquiteta Elisa Lavie, o que costuma encarecer projetos paisagísticos são as escolhas das espécies e o sistema de irrigação, quando necessário.
“Por isso, a melhor opção é montar um jardim com vasos, assim, limitamos o crescimento e facilitamos a manutenção das plantas”, afirma.
Ainda há quem acredite que espécies cultivadas em vasos duram menos, mas essa informação não procede.
Nas condições ideais de luz, temperatura, umidade, solo e adubo, a planta apresentará a mesma durabilidade do plantio direto no solo.
Cultivo em vasos 🌿
Existem vasos dos mais diversos materiais. Leves, práticos e baratos, os de plástico são encontrados em diversos tamanhos. A principal preocupação neste caso é a demanda hídrica da planta em questão.
A orquídea, por exemplo, aprecia umidade, mas não tolera encharcamento.
“Neste caso, recomendo utilizar os vasos de plástico bem vazados, com muitos furos embaixo e/ou na lateral”, afirma Eduardo Haga, gerente comercial do Orquidário Oriental.
Assim, você permitirá o escoamento da água, evitando o apodrecimento das raízes.
Mantenha em mente que, quanto maior for o vaso, mais espaço a planta terá para crescer. “As espécies de porte médio, por exemplo, possuem pedaços de terra endurecidos com um tamanho de 15 cm e, por conta disso, o vaso necessita ter pelo menos um tamanho de 20 cm”, explica paisagista Rayra Lira, da J Lira Green Life.
É fundamental atentar-se ao tamanho do vaso para que as plantas não fiquem com as raízes espremidas, o que pode atrapalhar o desenvolvimento.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_a0b7e59562ef42049f4e191fe476fe7d/internal_photos/bs/2023/2/P/xUKynZQ0iMa3ZItMbHuQ/vaso-planta-aquario-flores.jpg)
Outra opção barata é dar novo uso a objetos que você tem em casa. Caixotes de madeira, xícaras e aquários podem se transformar em vasos para plantas e deixar a decoração mais despojada.
“A única exigência aqui é que se faça um furo na peça escolhida para que o excesso de água escoe”, explica Márcia Carazzai Sorgenfrei, membro da Academia Brasileira de Artistas Florais.
Mas se você ainda sonha com um jardim vertical, mantenha em mente que tanto a instalação, como a manutenção costumam ser bem custosas.
Neste caso, a alternativa econômica é optar por plantas artificiais, o que obviamente compromete o resultado.
Como escolher as espécies? 🍃
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_a0b7e59562ef42049f4e191fe476fe7d/internal_photos/bs/2022/S/f/ClFXtBT2A8AlWALLOORQ/sala-de-jantar-branca-mesa-redonda-de-madeira-piacesi-estudiony18-alta-55.jpg)
Segundo Regina Bazzani, sócia-proprietária da MilPlantas, o segredo na hora de comprar plantas é procurar variedade e preço bom, sondando sempre as lojas, com o intuito de achar uma promoção que gere um custo-benefício.
“Você também não precisa fazer o jardim de uma vez, vá comprando aos poucos, aproveitando oportunidades.
Agora, é importante ressaltar que as plantas são vendidas em diferentes tamanhos, em potes de que vão de 15 cm a 40 cm de diâmetro, isso significa que os preços também variam”, diz a especialista.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_a0b7e59562ef42049f4e191fe476fe7d/internal_photos/bs/2022/r/L/wNe2CSQhepwjIMQYBz0A/cravo-da-india-planta-aromatica-vasos-paisagismo.jpg)
Para quem deseja economizar, a muda pode ser uma opção, pois ela é muito mais barata do que a planta adulta.
De acordo com a paisagista Gabriela Nora, da Galeria Botânica, durante a compra deve-se observar se há alguma praga na muda, se ela parece saudável e vigorosa, e se o torrão está bem formado.
Mais do que uma questão de gosto, a escolha deve ser feita seguindo algumas informações, como: quantas horas de sol a espécie requer e você pode oferecer; se a frequência de regas encaixa na sua rotina; se um vaso oferece a profundidade de solo necessária…
A partir deste levantamento, fica mais fácil escolher as plantas ideais para habitar um espaço e evitar substituições no futuro.
Vale lembrar que em projetos paisagísticos de pequeno, médio ou grande porte, é fundamental priorizar o uso de espécies nativas: plantas originárias do ecossistema local, adaptadas ao clima e ao solo.
“Além de ser a opção mais resistente, elas ajudam a regenerar o meio ambiente comprometido pela urbanização e vão atrair insetos, aves e agentes polinizadores, beneficiando o ciclo natural”, explica a arquiteta-paisagista Catê Poli.
O ideal é escolher uma espécie nativa da sua região, uma vez que o Brasil é formado por seis biomas de características distintas.
expresso.arq sobre artigo de Aline Melo


