Construção civil registra melhor resultado de atividade e emprego desde 2012
A Confederação Nacional da indústria (CNI) divulgou, no último dia 18, a Sondagem da Indústria da Construção. Os dados registram um resultado histórico: o melhor nível de atividade e de emprego na construção, entre janeiro e abril, nos últimos dez anos.
A análise é feita através de uma classificação, em que resultados acima de 50 pontos indicam aumento e resultados abaixo de 50 pontos indicam declínio.
No estudo, que entrevistou 419 empresas — sendo 156 de pequeno porte, 175 de médio porte e 88 de grande porte — durante o mês de maio, as conclusões foram:
- Índice do nível de atividade em 50,1 pontos em abril de 2022;
- Índice do número de empregados em 50,7 pontos;
- Queda de 1 ponto percentual na Utilização da Capacidade Operacional (UCO);
- Índice de expectativa do empresário em relação ao nível de atividade em 58,1 pontos;
- Índice de expectativa de compra de insumos e matérias-primas em 57,4 pontos;
- Índice de expectativa de novos empreendimentos e serviços em 56 pontos; e
- Índice de expectativa do número de empregados de 56,2 pontos.
ÍNDICE DO NÍVEL DE ATIVIDADE
O resultado, de 50,1 pontos em abril, indica estabilidade.
Apesar de o indicador apresentar número 1,2 ponto menor do que em março, o valor do índice é o maior para abril desde 2012, quando chegou aos 50,6 pontos.
ÍNDICE DO NÚMERO DE EMPREGADOS
Concluindo os cálculos em 50,7 pontos, o índice cresceu 0,7 ponto em relação a março.
Esse resultado também foi surpreendente, já que é o maior desde abril de 2012, quando registrou 51 pontos.
UTILIZAÇÃO DA CAPACIDADE OPERACIONAL (UCO)
A UCO para o mês de abril de 2022, por sua vez, caiu.
Entretanto, apesar da redução de 1 ponto percentual na comparação com março, de 68% para 67%, os números também são os maiores desde 2014 (69%).
ÍNDICES DE EXPECTATIVA
Os empresários da construção seguem com expectativas positivas para todas as variáveis analisadas.
O empresário espera alta do nível de atividade, do número de novos empreendimentos e serviços, da compra de insumos e do número de empregados nos próximos seis meses.
O índice de expectativa do empresário em relação ao nível de atividade apresentou estabilidade, permanecendo em 58,1 pontos, enquanto o índice de expectativa de compra de insumos e matérias-primas aumentou 0,3 ponto, para 57,4 pontos.
O índice de expectativa de novos empreendimentos e serviços mostra pequena queda do otimismo, ao cair 0,5 ponto, para 56,0 pontos.
Da mesma forma, o índice de expectativa do número de empregados também registrou recuo de 0,5 ponto, para 56,2 pontos.
Apesar disso, o indicador está acima de 50 pontos, o que aponta para expectativas positivas e de crescimento.
expresso.arq sobre artigo de Naíza Xiemenes


