Cartão-postal de SP, Masp inaugura novo prédio com cinco exposições

Cartão-postal de São Paulo, o Masp – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, inaugura nesta-sexta-feira (28), o seu novo prédio, o Edifício Pietro Maria Bardi. A reforma, iniciada em 2019, com projeto arquitetônico idealizado pela METRO Arquitetos Associados, marca um novo momento da instituição, com aumento em 66% do espaço expositivo e em 7.821 m² a área total do espaço.

Novo edifício tem 14 andares, com cinco novas galerias de exposições — Foto: Leonardo Finotti
Novo edifício tem 14 andares, com cinco novas galerias de exposições — Foto: Leonardo Finotti

A partir de agora, o Masp passa a ser um museu composto por dois prédios. O novo edifício tem 14 andares, que abrangem as cinco novas galerias de exposições, salas multiúso, restaurante, café, salas de aula, loja, laboratório de conservação, depósitos e docas para carga e descarga de obras de arte. O prédio novo também conta com bilheteria e área de acolhimento, reforçando o conceito inclusivo e democrático pensado por Lina Bo Bardi.

As exposições

As atrizes Fernanda Torres e Fernanda Montenegro interpretam os escritos de Lina Bo Bardi  — Foto: ©Isaac Julien Cortesia do artista e Victoria Miro, Londres_5
As atrizes Fernanda Torres e Fernanda Montenegro interpretam os escritos de Lina Bo Bardi — Foto: ©Isaac Julien Cortesia do artista e Victoria Miro, Londres_5

O conjunto de exposições propõe novos olhares e diálogos sobre o acervo e a trajetória do museu. Cinco ensaios sobre o Masp é o título que reúne as mostras de abertura, que ocupam os cinco novos andares expositivos do novo Edifício.

Na videoinstalação Isaac Julien: Lina Bo Bardi — um maravilhoso emaranhado, sobre o legado da arquiteta modernista Lina Bo Bardi (1914–1992), que projetou o icônico edifício do Masp na Avenida Paulista, as atrizes Fernanda Torres e Fernanda Montenegro interpretam os escritos de Lina, dando voz às suas ideias sobre o potencial social e cultural da arte e da arquitetura, especialmente a partir de sua experiência com a cultura afro-brasileira na Bahia.

Em Artes da África, o visitante poderá apreciar mais de 40 obras do acervo do museu, principalmente do século 20, oriundas da África ocidental. O conjunto reúne estatuetas, objetos cotidianos, bonecas, tambores, mobiliário e máscaras usadas em festividades, rituais de iniciação, celebração ou funerais.

Cinco ensaios sobre o Masp é o título que reúne as mostras de abertura — Foto: Mohammed Bu Hasan. Cortesia de Noor Riyadh e Havas
Cinco ensaios sobre o Masp é o título que reúne as mostras de abertura — Foto: Mohammed Bu Hasan. Cortesia de Noor Riyadh e Havas

Os trabalhos de artistas contemporâneos, que empregam diferentes materialidades para criar composições geometrizadas, é o foco da exposição Geometrias, que ocupa o 4º e o 10º andar do Edifício Pietro Maria Bardi.

No 5º andar, por sua vez, os fãs de Pierre-Auguste Renoir (1841–1919) poderão se deleitar com 12 pinturas e uma escultura do artista. O conjunto, que inclui todas as obras do francês pertencentes ao acervo do Masp, abrange praticamente toda a carreira do artista e foi exposto pela última vez há 23 anos. Por fim, no 6º andar, Histórias do Masp revisita mais de sete décadas de trajetória da instituição, refletindo sobre a importância e a história do museu.

Vão livre e interligação

O vão livre foi restaurado e revitalizado e  passará a oferecer uma agenda de atividades artísticas e culturais — Foto: Henri Virgil Stahl
O vão livre foi restaurado e revitalizado e passará a oferecer uma agenda de atividades artísticas e culturais — Foto: Henri Virgil Stahl

A inauguração do Edifício Pietro Maria Bardi traz de volta aos paulistanos o famoso vão livre do Masp, que agora está sob a gestão do próprio museu. O espaço foi restaurado e revitalizado e passará a oferecer uma agenda de atividades artísticas e culturais.

Na estreia, será apresentada a performance Entrevidas, da artista ítalo-brasileira Anna Maria Maiolino, vencedora do Leão de Ouro da 60ª Bienal de Veneza pelo conjunto de sua obra. Criada em 1981, durante a ditadura militar no Brasil, a performance propõe uma metáfora visual sobre as tensões políticas, sociais e existenciais no período, usando ovos crus como símbolo da fragilidade da vida e para evocar a sensação de “pisar sobre ovos” em tempos de incerteza. As sessões da performance são gratuitas e ocorrem até o dia 30 de março, às 20h, no dia 28, e às 15h nos demais dias.

Já a passagem subterrânea de 40 m², que interligará os dois prédios do Masp, ainda não foi concluída. A inauguração está prevista para o segundo semestre de 2025. Ainda assim, o público pode usufruir dos dois edifícios e conferir todas as exposições em cartaz no Masp com um único ingresso. Os valores variam de R$ 37 a R$ 75. Às terças-feiras, a entrada é gratuita.

expresso.arq com informações de Gladys Ferraz

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